Lewis Hamilton e Fernando Alonso, a dupla de pilotos da McLaren, líder e vice-líder do campeonato, saberão hoje se podem disputar amanhã os treinos livres do GP da Bélgica, no remodelado circuito de Spa-Francorchamps, onde a estrutura da equipe está montada e os mecânicos seguem no trabalho.

No dia 26 de julho, a McLaren foi julgada pela primeira vez pelo caso de espionagem pelo Conselho Mundial da FIA. Não recebeu punição por falta de provas, mas o presidente da entidade, Max Mosley, afirmou que, se o time fosse convocado de novo, seria pela descoberta de evidências de uso das informações da Ferrari. Foi claro: ‘Nesse caso, correrá o risco de ser excluída do atual campeonato e do de 2008 também.’ A FIA promete anunciar veredicto e sentença hoje, até as 12 horas de Brasília.

Além de Mosley e de Bernie Ecclestone, promotor da F-1, os 24 membros do Conselho Mundial, todos indicados pela FIA,analisarão as novas provas contra a McLaren. São e-mails recebidos por Alonso, enviados pelo piloto de testes do time, Pedro de la Rosa com informações sobre como acertar o carro a partir de dados fornecidos ao projetista-chefe da McLaren, Mike Coughlan, pelo ex-mecânico-chefe da Ferrari, Nigel Stepney, acusado de roubar o conteúdo técnico de 780 páginas dos computadores italianos.

Há outras evidências conhecidas, como a troca de mensagens entre Stepney e Coughlan interceptada pela FIA. A comunicação entre eles começou em março, até nos fins de semana de GP, sempre com o técnico da Ferrari orientando Coughlan a tirar melhor proveito dos pneus Bridgestone. Até 2006, a McLaren usava pneus Michelin.

Dependendo da decisão de hoje, Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren, e Norbert Haug, diretor esportivo da Mercedes (dona de 40% da McLaren), vão recorrer ao Tribunal de Apelo da FIA e, quem sabe, até à Justiça comum. Isso dá à McLaren chance de seguir na competição até que o recurso seja julgado, o que pode ocorrer depois do fim da temporada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.