Depois de quatro décadas distante dos Estados Unidos, o Mundial de Atletismo enfim será realizado no país que domina esse esporte. Eugene, uma cidade do estado de Oregon com grande tradição no atletismo, foi escolhida nesta quinta-feira pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) para sediar o Mundial de 2021.

A IAAF selecionou Eugene sem realizar um processo de escolha da sede, e disse que tomou a decisão pelas possibilidade que oferecem o mercado norte-americano. O presidente da entidade, Lamine Diack, descreveu Eugene como “uma cidade onde o atletismo é como uma religião” e afirmou que conceder um Mundial para uma cidade norte-americana era algo que queria fazer, e uma espécie de presente para os Estados Unidos, antes de deixar o cargo neste ano.

“Sim, pode se ver assim. É também um presente para mim, já que lutei para isso acontecer”, disse Diack. “Ir aos Estados Unidos é uma decisão estratégica para o atletismo, e estou contente que possa dar esse presente para eles e para mim”.

Mesmo que os Estados Unidos nunca tenham sediado o campeonato, os atletas do país dominaram o quadro de medalhas em 11 das 14 edições. Nas outras três vezes, incluindo 2013 em Moscou, terminaram em segundo lugar.

Usualmente há um processo de candidaturas para eleger a sede, mas a IAAF também cedeu a edição de 2007 para Osaka, no Japão, sem uma disputa. Além disso, Eugene havia perdido o direito de sediar o campeonato de 2019 para Doha.

O Estádio Hayward Field será reconstruído para receber 32 mil espectadores e também haverá uma espécie de vila olímpica para os atletas, prometeu Vina Lananna, líder da proposta de Eugene.

O Mundial de Atletismo é realizado bianualmente desde 1991, quando foi disputado pela terceira vez. O primeiro aconteceu em 1993, em Helsinque, seguido por um em 1987, em Roma. A edição deste ano será em Pequim, seguida por Londres em 2017 e Doha em 2019.