A delegação dos Estados Unidos desembarcou em Salvador para a partida contra a Bélgica, marcada para terça-feira, às 17 horas, na Fonte Nova, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, e já deu mostras de que a passagem pela capital baiana será marcada pelo forte esquema de segurança que acompanha jogadores e comissão técnica desde o início da preparação para o Mundial.

Tão logo o avião tocou o solo do Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, um verdadeiro exército se mobilizou para levar o grupo para um hotel próximo e longe da área das praias, ao contrário do que fizeram delegações como Holanda, Suíça, Alemanha e França, que também passaram pela cidade mas tiveram o litoral ao seu dispor.

Mais de dez carros das polícias Militar e Federal, além de um batalhão do Choque, carros de apoio da Fifa e da delegação, fizeram um comboio para acompanhar o trajeto, em trânsito bloqueado. Seguranças particulares contratados não permitiram imagens do desembarque.

A clausura dos jogadores e o completo isolamento têm dado a tônica da passagem norte-americana em solo brasileiro. Os atendentes do hotel não podem dar qualquer tipo de informação à imprensa e os jogadores não têm autorização para deixar o local a pé; qualquer locomoção precisará ser feita por carros da Fifa. Na sua passagem pelo Recife, a delegação sondou autoridades locais sobre a possibilidade de interditar a praia de Boa Viagem, mais famosa e movimentada da cidade.

De acordo com informações da Fifa, jogadores fazem um treino fechado nesta tarde de domingo no estádio do Pituaçu e nesta segunda-feira vão à Fonte Nova para a entrevista coletiva oficial pré-jogo. Ao menos por enquanto, a programação mostra também uma “volta de reconhecimento” pelo estádio em que os jogadores terão acesso ao elenco e ao técnico Jürgen Klinsmann.