Paraná x Operário foi um jogo de luta pelo acesso para a primeira divisão. O confronto paranaense na Série B terminou empatado em 0x0 na manhã deste domingo (23) na Vila Capanema, e mostrou que tanto Tricolor quanto Fantasma têm força para encarar os principais times da Segundona. Foi o principal desafio até agora para os dois times, e o resultado foi justo.

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Seguindo na liderança do campeonato, o Paraná Clube tentou pressionar, mas encontrou um Operário que novamente mostrou sua qualidade tática. Os dois ataques ficaram devendo, mas outros jogadores foram bem e é possível dizer que, mesmo sem tantas emoções, não houve prejuízo para ninguém.

Paraná x Operário: os times

O Paraná Clube, mesmo com a partida da Copa do Brasil na próxima quarta-feira (26), não poupou ninguém. Com o bom rendimento do time e o Cuiabá já no encalço, Allan Aal manteve a formação titular. Também era preciso dar um pouco de conjunto ao ataque – afinal, Andrey voltou ao time nas últimas duas rodadas e Bruno Gomes só assumiu a posição na vitória sobre o Guarani.

O plano de ter o controle do jogo era ainda mais importante jogando em casa. O exemplo era claro, a atuação diante do Juventude, quando a imposição tática paranista foi fundamental – liderada, como sempre, por Renan Bressan. Mas do outro lado o adversário era mais forte que os outros times que o Tricolor enfrentou até agora. O Operário mostrara qualidade no meio-campo e seguia com a filosofia de um jogo físico.

Gerson Gusmão optou por uma formação que privilegiava o passe, com apenas Jimenez como volante de ofício à frente de Thomaz, Tomas Bastos e Marcelo. Na frente, Schumacher tinha ganho em definitivo a posição de Jefinho, e Douglas Coutinho queria mostrar serviço jogando em Curitiba.

Bola rolando

O Tricolor começou bem a partida, adiantando a marcação e impedindo que os três armadores do Fantasma conseguissem jogar. A resposta dos visitantes era fechar os lados do campo e colar Jimenez em Bressan. Mas impressionava a intensidade inicial do Paraná, jogando dentro do campo do Operário. Faltava finalizar mais – o primeiro chute na direção do gol foi de Jhony, aos 16 minutos.

Jimenez e Julinho contra Gabriel Pires. Muita marcação no primeiro tempo. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

O desafio tático era inicialmente vencido pelos paranistas. O time de Ponta Grossa não conseguia atacar. Marcelo era o mais prejudicado – o camisa 10 do Fantasma participava pouco do jogo. E Allan Aal gritava fora do campo exigindo não só a marcação de saída de bola, mas que houvesse também a roubada. Tanto que quando o Operário conseguiu trocar passes, justamente Marcelo deixou Douglas Coutinho em ótima posição.

Mesmo com menos posse de bola e menos presença no campo de ataque, os visitantes tinham objetividade na frente e a bola parada perigosa. Em cinco minutos o Operário passou a ter mais chutes a gol e equilibrou a partida – e não era coincidência o fato de Marcelo e Tomas Bastos aparecerem mais no jogo. Que por sinal era bastante interessante, movimentado e com destaques para Jhony, Andrey e Bonfim.

Mais emoção

Faltou ao primeiro tempo o algo mais. A melhor oportunidade – a única real de gol – foi a de Coutinho. Como disse outro dia: jogo que comentarista gosta normalmente tem muita marcação e pouca emoção. Do lado paranista, Renan Bressan não encontrava espaço para jogar. Do lado ponta-grossense, a bola chegava pouco aos atacantes. Um panorama que se manteve na volta do segundo tempo.

Thales e Meritão em vantagem contra Schumacher. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

O Operário tentou acelerar o jogo com lançamentos da intermediária para Thomaz – num desses lances, Schumacher quase marcou. A bola seguia mais com o Paraná, mas faltava ser mais incisivo. Allan tentou com Wandson no lugar de Andrey, justamente na tentativa de deixar o ataque mais agressivo, e também preservar o camisa 11 para o jogo contra o Botafogo. Gerson Gusmão respondeu com as entradas de Bustamante, Lucas Batatinha e Fabiano nas vagas de Schumacher, Thomaz e Julinho.

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Os dois times tentavam melhorar o rendimento ofensivo, que mesmo com uma chance ou outra (Andrey chutou com perigo antes de ser substituído), era abaixo do que já tinham produzido na Série B. Méritos para os esquemas de marcação, mas também produção insuficiente dos jogadores de frente. Tanto que, pelo scout do Sofascore, até os 30 minutos da etapa final acontecera apenas uma oportunidade clara de gol em toda a partida.

Reta final

A bicicleta de Bruno Gomes foi o primeiro grande lance de perigo do Tricolor – e a jogada mais bonita do confronto. Com Jean Carlo no lugar de Douglas Coutinho, o Operário tentou manter a posse de bola na reta final da partida e impedir uma pressão dos donos da casa. A cartada final foi a reestreia de Guilherme Biteco após mais de um ano e meio de inatividade. Mas Paraná x Operário terminou empatado, e os dois times saíram fortes como entraram.


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