Curitiba se despediu ontem de um dos maiores jogadores que já pisaram nos gramados da capital paranaense. Por volta das 17h, foi sepultado o corpo do ex-meia Assis, um dos grandes ídolos da história de Atlético e Fluminense, no cemitério do Água Verde.

Cerca de quarenta pessoas estiveram presentes para o último adeus ao grande ídolo. Muitos vestindo as camisas do Furacão e do Fluminense. Entre os que foram ao cemitério estava o atual presidente do tricolor carioca, Peter Siemsen. Muito emocionado, ele foi um dos que carregou o caixão. “Já tínhamos perdido um grande ídolo que era o Washington, e agora a outra parte do casal 20. A perda é enorme para o Fluminense. Ele é o maior ídolo da minha geração e também era uma pessoa de enorme simplicidade, simpatia, atendia a todos e foi vencedor. Não é fácil achar alguém assim. Eu o conheci, convivi bastante nestes anos de mandato e virou um amigo e um exemplo”, declarou o dirigente, que chegou ontem em Curitiba justamente para se despedir do ex-craque. Siemsen, inclusive, foi um dos responsáveis pela volta de Assis para a cidade.

Quando eu cheguei (à presidência do Fluminense) ele morava em Xerém e tinha pouca utilidade lá. Então trabalhei para ele voltar para a família dele em Curitiba e mudei a função dele para embaixador. Toda vez que ele era convocado para algum evento do clube no Brasil, ele participava de tudo. E isso foi bom, valeu a pena pois ele viveu o Fluminense e ao mesmo tempo esteve com a sua família nos últimos anos de vida dele’, explicou o presidente.

 Felipe Rosa
O ex-meia Delei e o presidente do Flu Peter Siemsen se emocionaram.

Quem também esteve presente foram ex-companheiros do ex-camisa 8 do Rubro-Negro, como Flávio Mendes, Nivaldo, Nílson Borges e Picolé, da época de Atlético, Delei e Tato, com quem jogou no Fluminense, e Chiquito, companheiro dos tempos de São Paulo. “Tive o prazer de jogar com o Assis. Ele era um cara extraordinário. Parece que foi uma coisa programada por Deus, que levou o Washington primeiro e agora o Assis”, afirmou Chiquito, ex-lateral-direito.

Até mesmo quem não jogou com ele fez questão de se despedir. Rivais dentro de campo, quando foram adversários na época de Atlético e Coritiba e depois de Fluminense e Bangu, Assis e Tóbi construíram uma amizade muito forte fora dos gramados. “Mesmo sem a oportunidade de podermos jogar juntos, construímos uma amizade muito forte quando ele jogava no Atlético e depois quando eu fui para o Bangu nos enfrentamos algumas vezes. Aqui em Curitiba pelo menos uma vez por mês participávamos de um jantar, uma feijoada e nos tornamos amigos. Infelizmente ele pegou essa infecção e o quadro não se reverteu”, disse Tóbi, que se encontrou com ele pela última vez há cerca de três semanas.

Ao término do sepultamento, um helicóptero sobrevoou o cemitério e realizou uma chuva de pétalas de rosa em torno do caixão.