A dinâmica do futebol foi cruel com o Coritiba. Marquinhos Santos, unanimidade entre situação e oposição, parecia ser a única certeza para 2015. Parecia. O treinador, na noite de quarta-feira, anunciou a Vilson Ribeiro de Andrade que sairia. Em meio ao processo eleitoral, nenhuma das alas falou abertamente sobre opções para o comando do clube, que passará por profunda alteração no departamento de futebol.

A saída de Marquinhos foi criticada por Rogério Bacellar. “O Vilson perdeu a chance de segurá-lo. Sabia de nosso pensamento e, por isso, era uma negociação que não dependia da eleição em si. O cavalo passou encilhado”, disparou o candidato da oposição. Vilson Ribeiro de Andrade preferiu não rebater às críticas, pois sabe que a opção de Marquinhos foi embasada em questões profissionais, visando uma maior projeção.

A oposição teria feito um contato com Ney Franco, que recentemente deixou o Vitória. O treinador, porém, teria pedido para só conversar após a definição das urnas. “Temos outras opções. No mercado, você não pode ter apenas o plano A”, declarou Ricardo Guerra. “Temos que buscar um profissional, desde que sejamos eleitos, que se adeque ao projeto elaborado pelo professor Medina”, afirmou o candidato da oposição. João Paulo Medina, caso a “Coxa Maior” vença, será o superintendente de futebol do clube.

Vilson Ribeiro mantém uma postura de não citar nomes, nem para o comando técnico, nem para a gerência de futebol. “Trabalhamos com uma estrutura definida para o setor. Mas, falar em nomes seria antiético. Temos alguns contatos já realizados, mas só falaremos disso a partir de segunda. Caso, é claro, o torcedor faça a opção pela sequência do nosso trabalho”, afirmou Vilson, candidato da “Coritiba, Nós Construímos”.