O final do primeiro turno do Brasileirão deixou a torcida do Coritiba com a pulga atrás da orelha. O time terminou com 19 pontos e na 15.ª colocação. Os torcedores já viram este filme, em 2009, quando o Coxa terminou com a mesma pontuação e foi rebaixado para a Série B. Para não correr riscos, estima-se que precisará vencer pelo menos 9 jogos no returno.

Embora a diretoria tenha investido na formação do elenco, o desempenho ficou bem abaixo das expectativas da cúpula alviverde. Após a derrota por 3 x 1 para o Figueirense, o presidente Vilson Ribeiro de Andrade não poupou críticas, qualificando a atuação de “desastrosa’ e cobrando melhoras.

O fato é que, no returno, o Alviverde precisará corrigir alguns problemas, que influíram no desempenho nas 19 primeiras rodadas. Um dos mais urgentes é a melhora defensiva. Embora tenha marcado 31 gols, o time terminou o turno com a vexatória marca de pior defesa do campeonato, com 37 gols tomados. Outro ponto fraco foi a irregularidade. Ao longo do primeiro turno, a equipe jamais se mostrou consistente, alternando algumas boas atuações, com desempenhos pífios. A média foi de 1 ponto conquistado por jogo.

Após o desmanche do time de 2011, que venceu 24 jogos seguidos, a reformulação deixou algumas carências, em especial nas laterais. A direita, após a lesão de Jackson e a saída de Jonas, ficou apenas com Ayrton, até a chegada de Victor Ferraz. Na esquerda, Lucas Mendes segue como titular, mas quando não joga, Marcelo Oliveira apela para improvisações.

O treinador tenta encontrar explicações para o baixo rendimento. “Não tem uma explicação única. É o cansaço, os jogos são seguidos, o Coritiba já jogou 50 e tantos jogos. É um jogo muito próximo do outro, o jogador não tem tempo de treinar. É uma combinação de coisas, a estratégia não deu certo, o erro individual, o erro coletivo. Nós precisamos de regularidade”, declarou o treinador.