Após a eleição presidencial, que aconteceu no início de dezembro, o Coritiba está passando por uma revolução. O impacto da nova gestão já está claro nas primeiras escolhas para 2018 e nas ideias para o novo futebol clube. Um dos responsáveis pelo processo dessa mudança é Augusto Oliveira, anunciado como diretor de futebol nesta semana.

O dirigente será peça central no novo método que o Coxa quer para avaliar e contratar os seus jogadores. O Alviverde quer estabelecer um processo criterioso para minimizar a chance de erro e, para isso, aposta no UNIFIC (Unidade de Informação, Formação e Inovação do Coritiba), departamento que foi coordenado por Oliveira na era Bacellar, mas tinha papel secundário nas tomadas de decisão da diretoria anterior.

“Uma das nossas preocupações é com a repaginação do setor de scout (observação de jogadores). Para que os filtros aconteçam de maneira satisfatória, o UNIFIC vai alimentar um banco de dados com atletas de diversas competições e clubes variados. Para que os atletas que atendam o nosso perfil entrem em discussão com diretoria e comissão técnica”, afirmou Augusto Oliveira, em entrevista à rádio oficial do clube.

Esse novo formato de agir no mercado vai precisar encontrar soluções que combinem dois critérios básicos, o técnico e o financeiro. “O orçamento tem uma premissa básica. Reflete na montagem do elenco e para a escolha dos profissionais”, confirmou o dirigente, em discurso afinado com as promessas de campanha do presidente eleito Samir Namur. Para não gastar mais do que pode, a utilização das categorias de base também será uma prioridade, especialmente no Campeonato Paranaense.

“A valorização dos atletas da base e oportunidade para os atletas no time principal são compromissos de campanha. O Coritiba tem em seu DNA a formação de jogadores”, lembrou ele.

Equilíbrio

Para a boa execução dessas ideias, Augusto de Oliveira reconhece que é necessária a boa convivência dos setores técnico, administrativo e político do clube. Foi justamente a relação confusa entre os dirigentes ‘estatutários’ e os ‘profissionais’ que levou a gestão Bacellar ao fracasso na montagem dos times, culminando com o rebaixamento.

“O maior desafio acaba sendo equilibrar a parte política, técnica e administrativa para o produto final, que é o futebol. Os três elementos precisam estar em sintonia para alcançar os objetivos”, reforçou o dirigente.

A nova maneira de lidar com a construção do time envolve até a comunicação. O Coritiba tem agido silenciosamente no mercado até agora. “A estratégia adotada pelo clube é executar as tratativas com tranquilidade, segurança, com a devida calma e paciência e que os critérios sejam respeitados”, disse o diretor.

O Coxa anunciou até agora apenas o volante Wellington Simião e o lateral César Benítez e promete outras novidades no próximo dia 3, quando acontece o Media Day, primeiro encontro com os jornalistas na nova temporada.

Augusto Oliveira será acompanhado pelo ex-zagueiro Pereira na gestão. Na divisão das tarefas, Oliveira cuidará desse novo método para contratação de jogadores, enquanto o ex-jogador cuidará da relação entre elenco, comissão técnica e diretoria.

“As funções se misturam, são estratégias montadas em conjunto. Nós temos uma equipe identificada com o clube e disposta a contribuir para a atingir a meta no fim do ano. São exemplos inspiradores”, elogiou.