O Coritiba terá que pagar mais de R$ 1 milhão ao Athletico por não ter emprestado o Couto Pereira ao rival, em julho de 2017. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), mas ainda cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A alegação foi que o Coxa desrespeitou um acordo formal entre os clubes.

Relembre o caso

Na época, o Athletico alugou a Arena da Baixada para a realização da Liga Mundial de Vôlei. Porém, a partida contra o Santos, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, coincidiria com a data em que o estádio estaria indisponível.

A diretoria atleticana, então, recorreu a um acordo de 2015, que previa a cessão mútua dos estádios em caso de necessidade. Só que o Coritiba, também por pressão de seu Conselho Deliberativo, se negou a alugar o Couto.

A alegação foi que o gramado estava sem condição de jogo por causa do plantio da grama de inverno. Inclusive, o Alviverde jogou fora do seu estádio contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. O departamento jurídico do Furacão tentou uma liminar para fazer valer o contrato, mas o pedido não foi aceito e o jogo aconteceu na Vila Capanema.

Decisão e multa

De acordo com o voto do relator do processo, Luciano Carrasco Falavinha Souza, “o Coritiba Foot Ball Club deliberadamente agiu para prejudicar o Club Athletico Paranaense, impedindo-o de jogar partida da Copa Libertadores da América em seu estádio, por sentimento canhestro”.

A multa é da ordem de R$ 220 mil, já com juros e correção monetária. Ela é composta pelo valor acordado pelo aluguel do Couto Pereira (R$ 70 mil) somada à diferença do que foi pago ao Paraná pela utilização da Vila Capanema (R$ 160 mil).

A maior parte da indenização, no entanto, se refere ao que o Athletico deixou de arrecadar com venda de ingressos no jogo da Libertadores. O número de pagantes (13.770) foi inferior à quantidade de sócios do clube na época (cerca de 25 mil). Ou seja, não houve venda de ingressos avulsos.

Assim, o valor final do dano vai considerar a média de torcedores que foram aos jogos da Libertadores e o público máximo do duelo no Durival Britto. A conta deve fechar entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,7 milhão, como estima o advogado do Athletico, Luiz Fernando Pereira.

“Em tese ainda cabe recurso ao Coritiba. Mas em matéria de fato o STJ não altera o resultado. E como o recurso não tem efeito suspensivo, o Athletico já pode executar a dívida”, afirmou Pereira.

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