Depois da polêmica atuação na partida entre Chile e Uruguai, reconhecida por causa da “boba mão” do zagueiro Gonzalo Jara em Edinson Cavani, o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci conseguiu dar a volta por cima. Na goleada da Argentina sobre o Paraguai, por 6 a 1, nesta terça-feira, ele mudou sua forma de apitar e tomou conta do jogo desde o início. Nos primeiros 13 minutos, distribuiu três cartões e segurou a partida. Estava sempre em cima do lance e não permitiu reclamações. Extraoficialmente, a Comissão de Arbitragem da Conmebol considerou a atuação “quase perfeita”.

Após o jogo Chile x Uruguai, na qual Ricci expulsou apenas Cavani no lance polêmico com Jara, a Federação Uruguaia de Futebol fez grande pressão nos bastidores para que o brasileiro não apitasse mais na Copa América, afastamento que chegou a ser considerado pela Conmebol.

A eliminação do Brasil nas quartas de final contra o Paraguai, no entanto, abriu nova possibilidade de escalação nas semifinais. Antes da partida, os dois técnicos – Gerardo Martino e Ramón Díaz – mostraram preocupação com a arbitragem, mas, no final, reconheceram que o árbitro não teve influência na goleada histórica da Argentina.

O episódio da “mão boba”, no entanto, ainda não está encerrado. A partir da análise das imagens da tevê, Gonzalo Jara foi suspenso por duas partidas – Ricci não relatou a provocação na súmula da partida. O julgamento de Cavani será realizado após a Copa América e ele poderá pegar um suspensão extensa, como os quatro jogos impostos a Neymar, por ter agredido verbalmente o árbitro brasileiro após a expulsão.