Joseph Blatter anunciou nesta terça-feira que, se for reeleito para seguir na presidência da Fifa nas eleições que serão realizadas no dia 1.º de junho, este será o seu último mandato à frente da entidade. Aos 75 anos de idade, ele figura como principal dirigente do futebol mundial desde 1998.

Em busca de seu quarto mandato na Fifa, Blatter fez a revelação durante congresso da Fifa em Paris. “Vocês sabem muito bem que eu sou candidato para mais quatro anos, mas estes serão os meus últimos quatro anos”, afirmou.

O dirigente tentará se reeleger pela terceira vez em uma disputa direta com o catariano Mohamed bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol, que na semana passada anunciou que irá concorrer com Blatter no pleito que será realizado em Zurique, na Suíça.

Acredita-se que esta será a primeira vez que Blatter terá um concorrente de peso pelo cargo desde as eleições de 2002, quando o suíço superou o candidato Issa Hayatou. Membro do Comitê Executivo da Fifa, Hammam ganhou ainda mais força depois de conseguir levar a Copa do Mundo de 2022 para o Catar.

“Estamos no tempo extra”, disse Blatter, se referindo ao fato de as eleições da Fifa estarem se aproximando. “Vamos esperar e ver qual será o resultado”, reforçou.

Para ser eleito, Hammam promete dirigir a Fifa com transparência e fez duras críticas à burocracia e centralização da entidade, questionando sua eficiência em áreas técnicas e legais, além de distribuir de forma mais justa, em sua opinião, os lucros da Copa do Mundo. Já Blatter espera fazer valer a sua influência e experiência à frente da entidade prometendo preservar a identidade dos clubes e lutar contra apostas ilegais e o doping no futebol.

“O futebol é corrompido por todos os pequenos demônios que existem no mundo”, disse Blatter. “Não esqueçam que o futebol é um jogo e que, quando um está jogando, sempre pode haver trapaças”, acrescentou o dirigente, ressaltando que é preciso “garantir um futuro melhor para os nossos jovens”. Já em relação ao doping, ele promete combatê-lo com “tolerância zero”.