A punição imposta pela Justiça e Promotoria de Pinhais aos brigões do último Atletiba será adotada como modelo para coibir a violência no futebol paranaense. Foi a principal decisão tomada ontem de manhã, em reunião na sede da Federação Paranaense de Futebol (FPF) entre os clubes da capital, prefeitura de Curitiba, Polícia Militar e Ministério Público.

Já a partir deste domingo, os 25 torcedores rubro-negros detidos após confusão no terminal de Pinhais, no dia do Atletiba, terão que comparecer à sede da companhia da PM da cidade no horário do clássico entre Atlético e Paraná. A sanção é prevista no artigo 39 do Estatuto do Torcedor e válida por três meses a um ano, mas até então não era adotada.

“O que ocorreu em Pinhais foi o primeiro passo para afastar dos campos torcedores que promovam violência ou desordem”, disse o coronel Jorge Costa Filho, chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC).

Nos dias de clássico, como amanhã, a PM reforçará a segurança principalmente nos arredores dos estádios e terminais de ônibus mais afastados. Também foi reiterada a proibição para venda de bebida alcoólica nos estádios da capital, e lançada a ideia de estender o veto para estabelecimentos que ficam nos arredores.

O Coritiba propôs chamar os chefes de torcidas organizadas para participar da discussão e que os clubes implantem campanhas educativas antiviolência, como mensagens espalhadas pelos estádios. Nova reunião para discussão do mesmo tema foi agendada para 4 de março, no Juizado Especial Criminal.