O técnico Eduardo Baptista teve apenas quatro treinamentos para definir o time do Atlético para a partida contra o Flamengo, neste domingo (28), às 16h, na Arena da Baixada. Por isso, o treinador já ressaltou que não deve mexer nas peças titulares para a sua estreia.

“A ideia é mexer o menos possível, dar sequência, repetição, isso gera confiança na equipe como um todo. Fizemos alguns ajustes, tivemos todo o elenco à disposição, até o Ederson (atacante), que ainda fisicamente precisa de um ajuste. O próprio (Felipe) Gedoz, que está voltando, não está apto. Mas no restante a equipe se portou bem, dei oportunidades a atletas que eu achava interessante e responderam bem”, explicou ele, que ressaltou que para este primeiro compromisso o que deve mudar são “detalhezinhos” em relação ao que Paulo Autuori vinha fazendo.

“Os estilos, tanto do Paulo quanto o meu, são muito parecidos. São, às vezes, ajustes de comportamente do que mudança de sistema e atletas. São detalhezinhos que cada um tem sua filosofia, mas muito poucas mudanças”, completou o comandante do Furacão, que tem apenas uma dúvida, no meio-campo.

Titular na derrota por 2×0 para o Grêmio, no último domingo (21), o meia Carlos Alberto, com dores na panturrilha, foi poupado dos treinamentos e, caso não tenha condições de jogo, deve ser substituído por Guilherme ou Lucho González. Pequenos ajustes que não fazem os jogadores sentirem grande diferença no dia a dia.

“Eu estou bem tranquilo. Nunca havia trabalhado com o Eduardo antes, mas nesse pouco tempo deu pra ver que é um treinador que não tem a filosofia muito diferente do Paulo, e isso facilita para nós jogadores. Para nós está sendo bem tranquila esta troca de comando”, afirmou o meia Nikão.

Confira a tabela de classificação do Campeonato Brasileiro!

De qualquer maneira, o que se espera do Rubro-Negro é uma mudança de postura dentro de casa. Nos últimos três jogos na Arena, foram três derrotas, com oito gols sofridos e nenhum marcado. Para Eduardo Baptista, isso é reflexo da mobilização do Atlético para a Libertadores, que gerou um desgaste, e que não necessariamente significa uma queda de rendimento do time.

“Eu vejo esse momento do Atlético como desportista. O Atlético se mobilizou para a Libertadores sem tempo de treinamento, caiu num grupo difícil e alcançou seu objetivo. E para alcançar isso às vezes você perde força em outras pontas. O grande objetivo até hoje era a classificação. Talvez com várias vitorias em casa e uma eliminação na Libertadores, o sentimento seria pior. Agora temos 40 dias até a Libertadores e podemos focar no Campeonato Brasileiro e buscar a recuperação, voltando a vencer em casa”, falou o treinador.