A diretoria do Athletico quebrou o silêncio e, em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (13), na Arena da Baixada, falou pela primeira vez dos casos de doping do zagueiro Thiago Heleno e do volante Camacho.

O clube trabalhava em sigilo desde a semana passada, mas o assunto veio à tona no último sábado e agora o presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mário Celso Petraglia, se pronunciou sobre o caso, admitiu a culpa do clube e que abriu um processo interno para avaliar o caso.

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Nenhuma hipótese está descartada, inclusive de ser aberto um inquérito policial por conta de uma possível tentativa de fraude. Visivelmente abatido, Petraglia explicou a situação. A substância ingerida foi a higenamina e que, inclusive, foi manipulada em uma farmácia especializada. Ela é proibida e serve para perda de peso e ganho de massa muscular. Somente o zagueiro Thiago Heleno e o volante Camacho ingeriram por orientação de profissionais do clube que ainda não foram identificados.

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Thiago Heleno foi flagrado no duelo diante do Tolima, dentro da Arena da Baixada, pela Libertadores da América, está suspenso preventivamente por 60 dias e a contraprova já foi realizada. Já Camacho foi sorteado para fazer o exame antidoping nos jogos contra Jorge Wilstermann, na Bolívia, e Vasco, pelo Brasileirão. Os resultados não saíram e, por precaução, o jogador não foi mais relacionado para nenhuma partida do Athletico.

Mário Celso Petraglia admitiu a culpa e a grande preocupação da diretoria do Athletico é de limpar a imagem dos jogadores que, em uma situação como essa, pode ficar manchada de alguma forma. No entanto, os dois só ingeriram o suplemento por orientação dos profissionais do Furacão e, por isso, o dirigente lamentou ainda mais o fato.

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“Eles foram surpreendidos pela situação. Estamos aqui para isenta-los totalmente de culpa. Foi perguntado a todo sistema se havia o risco e foi garantido que não haveria. Eles me disseram: ‘como iria não confiar naquilo que o Athletico está mandando eu tomar?’. Lamentavelmente a confiança que a gente conseguiu conquistar, nesse caso, veio no sentido negativo. Esse acontecimento marca negativamente a nossa história. Não precisávamos disso. Nada se explica. Temos nos perguntado por dez dias, mas certas respostas não existem. Nosso projeto é bem avaliado, mas como aconteceu isso no Athletico? Aconteceu, perfeição não existe, mas essa falha não poderia ter existido”, lamentou Petraglia, que garantiu que todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar a pena dos jogadores.

“O clube já contratou bioquímicos, advogados especializados. O objetivo é exclusivamente minorar a pena dos atletas, dos jogadores que estão realmente muito tristes e vítimas dessa situação. Vamos fazer aquilo que tiver ao nosso alcance, por consciência e obrigação. Fazer com que esses dois jogadores tenham a menor pena possível, para que suas carreiras não fiquem manchadas. A culpa é exclusivamente do clube, por dolo eventual ou dolo mesmo, de prejudicar tanto atletas, quanto a instituição”, concluiu o mandatário do Athletico.

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Mário Celso Petraglia também descartou que o volante Bruno Guimarães, que não atuou diante do Boca Juniors por conta de uma amigdalite, e o meia João Pedro, que foi emprestado ao Paraná Clube, tenham ingerido esse suplemento. Assim, tanto o jogador atleticano, quanto o armador, que está disputando a Série B, poderão seguir atuando normalmente nos seus clubes.

Veja a entrevista de Petraglia:

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