Houve tentativas até de impedir que o Athletico adotasse a grama sintética na Arena da Baixada, mas o sucesso da implantação acabou virando exemplo para outros clubes. E o primeiro a ‘copiar’ o Furacão é o Palmeiras, que vai trocar o gramado do Allianz Parque no final do ano, investindo 2 milhões de dólares.

O Athletico instalou a grama artificial no início de 2016 – o piso natural sofrera críticas de seleções durante a Copa do Mundo de 2014, e nem mesmo um sistema de iluminação para a região do campo que o sol não pegava adiantou. Com uma adaptação naturalmente mais rápida, o Furacão teve grande aproveitamento no Brasileirão, o que gerou reação principalmente do Vasco.

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A ponto de em 2017 a CBF chegar a impedir a utilização de grama sintética no Campeonato Brasileiro. Como o piso da Arena da Baixada é aprovado pela Fifa, a decisão da entidade durou pouco tempo, e ano após ano os outros clubes passaram a conseguir resultados em Curitiba – e o Athletico venceu jogos e competições fora de casa.

Por ter uma agenda intensa de shows no Allianz Parque, o Palmeiras constantemente tem que sair de seu estádio para jogar no Pacaembu. Isto porque a grama natural não aguenta a estrutura dos eventos e precisa ser preservada. Daí a ideia do piso artificial. Nos últimos meses, fisioterapeutas do clube paulista foram para a Europa estudar tipos de grama sintética, e nesta semana fechou-se um acordo com uma empresa da Holanda.

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Segundo os palmeirenses, a instalação será diferente da Arena da Baixada. “Na verdade, o tapete, que é que o jeito que a gente chama a grama, é totalmente diferente. O material que vai por baixo e os complementos da grama também. Eles usam areia, borracha e fibra de coco. No nosso, não tem nada disso. E até a tecnologia é diferente, é mais nova, mais resistente e você tem um aspecto mais natural. Não estou falando que é melhor ou pior que o que o Athletico tem, mas é diferente”, disse Jomar Ottoni, coordenador de fisioterapia do clube paulista.

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