O técnico Adilson Batista não se cansa de repetir que o Atlético precisa investir na contratação de bons jogadores, mesmo que em número reduzido. Para ele, vale mais ter três bons atletas a oito que não tenham qualidade necessária para ser peça de reposição em caso de desfalque.

Segundo o treinador, investir pouco é pedir para que o torcedor se revolte, ainda mais na situação atual, que exige que o Furacão consiga atletas que tragam mais qualidade ao grupo. “Caixa para cá, caixa para lá, mas não adianta ser campeão de superávit porque torcedor não quer isso aí. Torcedor e treinador querem time”, disse.

Deixar o dinheiro para investimento em obras – outra necessidade do Atlético, por conta da finalização da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014 – não é o caminho ideal, segundo Adilson.

“Se não tiver um [bom] grupo, você acaba tendo desgaste. Já trabalhei em três clubes para tirar da zona de rebaixamento e sei o quanto é difícil. Conseguimos em 2003 com o Grêmio, 2004 com Paysandu e 2005 com Figueirense. É desgastante, não quero passar por esta situação e o Atlético tem condições de brigar por algo melhor desde que qualifique”, aconselhou.

Esta não é primeira vez que a questão financeira vem a tona no futebol rubro-negro. Valmor Zimermann, pouco antes da saída de Geninho reclamou do freio colocado pelo setor financeiro do clube, que impedia qualquer investimento mais ousado dos homens que estavam no departamento, que ficou de mãos atadas e acabou abandonando a diretoria.

Por isso, o treinador quer que o departamento de futebol, por enquanto nas mãos de Marcos Malucelli, pense a longo prazo e não apenas por competição isolada. “Eu gosto de bons jogos e para ter bons jogos precisamos ter qualidade. Vi uma evolução, o time está tocando, rodando, tendo personalidade, saindo, mas a gente precisa pensar no ano todo e isso todos eles tem consciência. Agora, nesse aspecto, é com a presidência”, reforçou Adilson.