Eleito governador do Paraná em primeiro turno neste domingo (4) com mais de 3 milhões de votos, Sergio Moro (PL) anunciou suas prioridades à frente do Palácio Iguaçu durante entrevista no jornal Meio Dia Paraná, da RPC. Moro quer a redução do número de secretarias estaduais, disse ser intolerante contra desvios de recursos e e que vai atuar firme contra o crime organizado. O futuro chefe do Executivo paranaense, que assumirá o cargo em janeiro, adiantou ainda que iniciará imediatamente os trabalhos de transição com a atual gestão do estado.

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Entre as primeiras medidas administrativas anunciadas por Moro está o enxugamento da máquina pública estadual. O governador eleito pretende reduzir o número de secretarias, hoje fixado em 24, além de adotar critérios estritamente técnicos para a escolha do seu secretariado.

“Nós queremos diminuir significativamente esse número [de secretarias], sem prejuízo dos serviços e das obras para o cidadão. Eu prefiro ter um secretário poderoso, empoderado, com várias responsabilidades, do que ter vários fragilizados”, afirmou Moro. “Não abriremos mão de ter um secretariado técnico, que é a nossa marca.”

Transição de governo e análise das contas públicas

Durante a entrevista, Moro informou que recebeu um telefonema do atual governador, Ratinho Jr, que colocou-se à disposição e deu início à organização das equipes que conduzirão a transição. O governador eleito enfatizou que buscará mapear de forma transparente as contas públicas e garantir a continuidade das obras em andamento no estado.

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Moro também fez um alerta sobre pautas em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) . Ele mencionou preocupação com propostas que preveem a antecipação de receitas fiscais, o que, segundo ele, poderia comprometer o orçamento das futuras gestões.

“O nosso legado, que é um legado que vem desde a Lava Jato, é um governo honesto. Queremos provar que podemos ter no Brasil um governo que seja honesto e, ao mesmo tempo, seja eficiente”, ressaltou.

Segurança, infraestrutura e saúde como prioridades de governo

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Durante a entrevista, Moro prometeu foco imediato no combate ao crime e no socorro à rede de saúde. Para o setor de segurança, o governador eleito anunciou a criação de forças-tarefas já no início da gestão para combater o crime organizado e desmantelar quadrilhas que atuam no estado. “É essencial que nós deixemos claro que aqui vai ser uma terra para a gente cuidar das famílias e dos paranaenses e uma terra onde bandido não tem vez”, enfatizou.

Na área da saúde, Moro adiantou que a prioridade será a implementação progressiva da “Tabela SUS Paranaense” a partir do primeiro semestre do próximo ano, instrumento projetado para socorrer hospitais filantrópicos e unidades que atendem a rede pública. Já na infraestrutura, a promessa é reforçar a fiscalização dos contratos de concessão rodoviária através da criação de um “Observatório Digital dos Pedágios”, além de abrir mesas de negociação com as empresas concessionárias. “Nós precisamos garantir primeiro que as obras sejam feitas. A gente tem que respeitar os contratos para dar segurança jurídica, mas a gente também tem que estar do lado da população paranaense”, declarou.

Moro também abordou a relação com os prefeitos e a cobrança sobre serviços privatizados, como a distribuição de energia operada pela Copel. O novo governador garantiu que manterá diálogo com todos os prefeitos e deputados, independentemente do posicionamento adotado durante a campanha. “A eleição acabou, vamos trabalhar juntos, de braços abertos. Nenhuma pessoa de nenhum município do Paraná deve ficar preocupada, porque nós vamos governar para todos os paranaenses”, assegurou.

Atuação em Brasília e articulação nacional

Ainda no exercício do mandato de senador até a posse do cargo executivo, Moro informou que retornará a Brasília nesta terça-feira (6) para acompanhar pautas do Congresso Nacional e atuar no cenário eleitoral do segundo turno das eleições presidenciais.

Ele destacou também a intenção de manter uma coordenação permanente entre o governo do estado e a bancada federal paranaense, reforçada com a eleição dos senadores eleitos Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), para defender os interesses econômicos e tributários do Paraná em votações nacionais.