Criatividade, arte e inovação em Educação Infantil com Nélio Spréa do Parabolé

Publicidade

Curitiba

Educador dá dicas sobre como encarar a educação infantil em tempos de pandemia

Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

Conversar com o educador Nélio Eduardo Spréa, 42 anos, é uma lição sobre como a Educação Escolar pode ser recheada de caminhos lúdicos que levam ao conhecimento. Spréa atua como formador de professores na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. O formato do trabalho são oficinas e palestras que contribuem para uma revitalização do cotidiano escolar, indicando maneiras de tornar a prática pedagógica com crianças mais recheada de experiências lúdicas, criativas e artísticas.

Ele já rodou o Brasil inteiro capacitando profissionais da área. Referência no assunto no Paraná, é fundador da Parabolé, uma empresa de soluções culturais e projetos educativos com mais de 12 anos no mercado. Mas, com as escolas fechadas por causa da pandemia de coronavírus, o desafio de seguir trabalhando é enorme, principalmente com a modalidade do ensino a distância funcionando como única opção.   

VIU ESSA? Fotógrafo retoma paixão por patins e perde 13 kg com vídeos radicais na pandemia

O estilo do educador se reflete diretamente no profissional em que ele se tornou. Nélio é mestre e doutor em Educação. Com talento natural, nos projetos educacionais ele usa figurino colorido, música e contação de histórias para atingir seu público. Ele acredita na construção da educação pela simples percepção das coisas do mundo, do folclore, da criatividade e da curiosidade dos alunos e professores. Natural de Campo Largo, região de Curitiba, ele mora em Curitiba e trabalha com a capacitação continuada de professores, pedagogos e administradores de escolas de Educação Infantil e Fundamental.

A experiência o fez perceber que havia uma carência na formação continuada dos professores. Em Curitiba, Nélio já foi professor na Escola Trilhas, Colégio Bom Jesus, Colégio Anjo da Guarda e teve uma pequena passagem pela Escola Projeto 21. “Isso veio do contato direto com eles, das reuniões pedagógicas, de gestão, planejamento, tudo que a escola vive no seu cotidiano. Eu estava diretamente ligado com professor”, explica.

LEIA MAIS – Estudante faz vaquinha para pagar mensalidade e se formar médica em Curitiba

Aos poucos, os métodos de ensino que ele usava em sala de aula e o entendimento da diversidade que existe em qualquer escola, pública ou privada, foram se tornando referência para os colegas. “Percebi que havia um mercado a ser explorado. Passei alguns anos dando oficinas nas escolas onde trabalhava, até que, entre 2007 e 2008 surgiu a Parabolé”.

A Parabolé se tornou uma espécie de usina de soluções culturais e projetos educativos. Ela atende empresas, escolas, cooperativas, editoras, produtoras, hospitais, terceiro setor, secretarias de educação, cultura e assistência social, SESCs, SESIs, além dos educadores e professores.

Novos desafios

Na pandemia, tudo parou. O espaço alugado para a produtora foi entregue e as reuniões com a equipe passaram a ser feitas online. Nélio, a esposa e o casal de filhos começaram um convívio intenso. “Trabalho em casa, tendo que orquestrar a vida profissional misturada com o ambiente familiar. É uma nova aprendizagem, mas tem funcionado muito bem. A gente tem se adaptado”, conta.

Para continuar seu trabalho, Nélio lançou um canal pessoal no Youtube. “Meu objetivo com este canal é contribuir para o aprimoramento da didática de ensino e da comunicação entre adultos e crianças, o que pode favorecer significativamente a aprendizagem na Escola”, diz.

LEIA TAMBÉM – Menino de 7 anos dá aula de honestidade em Curitiba depois de bater de bicicleta no carro do vizinho

Segundo Spréa, a pandemia de coronavírus mostrou que o grande dilema, como pai e educador, é conseguir criar soluções para estar junto com os filhos fazendo algo que não seja ligado à internet. O principal desafio, que segundo ele vai se refletir na volta das aulas presenciais nas escolas, será mostrar que a família precisa se reunir para algumas ações que não tem relação passiva com conteúdos.

“O que tem que contar é o fazer. E não ficar parado absorvendo coisas prontas. Vamos cortar a grama, vamos mexer com a plantas, vamos fazer a comida juntos, vamos organizar a casa juntos, vamos sair para praticar atividade esportiva. Botar a máscara na cara e sair para caminhar com os filhos”, aponta. 

Pós-pandemia

Nos projetos educacionais, Nélio usa figurino colorido, música e contação de histórias. Foto: Arquivo pessoal

Nélio acredita que a escola, quando voltar da pandemia, cumprirá um papel social de criação de conhecimento coletivo, de prática, de experiência, onde se organizar para isso será fundamental. “Cada vez mais, a escola tem que ser esse local de botar a mão na massa. Porque o acesso à informação está disponível fora da escola, dentro da internet. Meu filho, de 13 anos, edita vídeos e mexe com programa de design”, alerta.

LEIA AINDA – Mãe que vale ouro! Filho de empregada vira doutor em engenharia pela UFPR

Já para a família, de acordo com o professor, sobrará o papel de levar as crianças para a rua. “Tem que tirar os caras de casa. Fazer a galera pegar ônibus, conhecer a cidade, a aprender a se virar no meio urbano. Principalmente, conhecer as diferentes realidades. A família tem que fazer como que eles se mexam”.

Dicas

E a dica dele para os professores, no ensino online que se tornou a única forma de continuar com o ano letivo na pandemia, é que se busque uma boa comunicação. “Entender como se comunicar por vídeos, produzir sacadas de vídeo que estimulem a criançada prestar atenção nas aulas. Está muito difícil para os professores fazerem a criançada se concentrar”, conta.

LEIA TAMBÉM – Meteoro guardado por família de Curitiba há 43 anos pode explicar o sistema solar

Para ajudar, Spréa tem feito algumas oficinas online para escolas mostrando que o conhecimento básico da produção do vídeo resolve. Por exemplo, diz ele, pensar melhor no enquadramento, pensar nos elementos que vão aparecer, em objetos que podem ser utilizados para ilustrar situações e como dinamizar um movimento no vídeo usando o celular. “O celular pode, muitas vezes, ficar na mão. Dá para o professor sair andando pelo ambiente e mostrar algumas coisas no meio de uma aula. Isso dá um boom impressionante. Sai daquela formatação da câmera parada”, explica.

Outra dica de Nélio é ficar atento ao jeito de falar, de olhar para a câmera, de utilizar a contação de histórias para ilustrar e dinamizar a aula. “O olho no olho, próximo da câmera, que é, de certa forma, não muito comum no audiovisual, tem que existir para uma boa comunicação com as crianças”, finaliza o educador.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Nélio Spréa e entender o porquê dele se tornar referência, dá para acessar o canal pessoal dele no Youtube pelo link youtube.com/neliosprea ou entrar na página da Parabolé, no endereço www.parabole.com.br.


Precisamos do seu apoio neste momento!

Este conteúdo te ajudou? Curtiu a forma que está apresentado? Bem, se você chegou até aqui acredito que ficou bacana, né?

Neste cenário de pandemia, nós da Tribuna intensificamos ainda mais a produção de conteúdo para garantir que você receba informações úteis e reportagens positivas, que tragam um pouco de luz em meio à crise. Bora ajudar?

Ao contribuir com a Tribuna, você ajuda a transformar vidas, como estas

– Pai vende vende 1000 bilhetes de rifa com a ajuda da Tribuna pra salvar o filho
– Leitores da Tribuna fazem doação de “estoque” de fraldas para quíntuplos
– Leitores se unem para ajudar catadora de papel de 72 anos

E tem várias outras aqui!

Se você já está convencido do valor de sua ajuda, clique no botão abaixo


Sobre o autor

Alex Silveira

Alex Silveira

(41) 9683-9504