Com câncer na garganta, radialista Kaiut está acamado e precisa de ajuda

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Curitiba

Com câncer na garganta, radialista Kaiut está acamado e precisa de ajuda

Gustavo Marques
Escrito por Gustavo Marques
*Atualização: O radialista não resistiu aos sintomas da doença e morreu na noite do dia 18 de outubro. Com 40 anos dedicados ao rádio esportivo do Paraná, o radialista Lourival Kaiut,75 anos, está lutando contra um câncer. A descoberta da doença ocorreu no começo deste ano e a família está precisando de ajuda para proporcionar uma melhor qualidade de vida para o repórter que dedicou mais da metade da sua vida à informação. A família organizou uma vaquinha online para comprar equipamentos que podem ajudar o radialista neste momento difícil. Um personagem quase folclórico, querido por ouvintes e pelos companheiros de microfone, que só relembram grandes histórias deste profissional que esteve em duas Copas do Mundo (1982 e 1990). A carreira de Kaiut foi construída na base da superação e com apoio dos amigos. No começo deste ano, uma dor começou a incomodá-lo bem na região que ele mais trabalhou nos últimos anos – a garganta. Procurou atendimento e fez exames para entender o motivo deste incômodo. No dia 8 de abril, 6 meses atrás, não se sentiu bem e foi para uma Unidade de Pronto Atendimento 24 horas. +Leia mais! Vaquinha bate meta e sonho de estudante de medicina que morreu poderá ser realizado Após os exames, os médicos já o encaminharam para Hospital Evangélico Mackenzie, onde o radialista ficou internado por 32 dias. Gleidenize Rodrigues, companheira de Kaiut há 30 anos, acompanha ao lado dos dois filhos a luta diária do repórter pela sobrevivência. “Foi algo muito rápido e não desejo para ninguém. Nos primeiros 15 dias de internamento, dois médicos chegaram a avisar que ele não ia aguentar. Foi realizado uma traqueostomia para ajudar na respiração e foi um momento muito complicado para todos nós”, desabafou Gleidenize.
Kaiut está acamado e precisa de fraldas, sondas e itens para manter sua qualidade de vida. Foto: Colaboração.
Após receber alta, os cuidados com Kaiut ficaram nas mãos da família e os custos provocados pela doença aumentou. Uma cama hospitalar e um aspirador traqueal são alugados mensalmente com um custo de R$180. Além disto, existe a despesa com uma enfermeira que auxilia no cuidado. “Sei que o custo não é alto, mas estamos quase sem renda. Temos um aluguel que precisei baixar para manter os inquilinos, mas tem outros gastos. A alimentação é especial por sonda e tem ainda as fraldas, as luvas descartáveis e outros materiais de limpeza. Estamos precisando com urgência comprar uma cama hospitalar e aspirador de traqueostomia”, disse a companheira.

Copas do Mundo e Datena

Kaiut empunhou os microfones das rádios Universo, Marumby, Atalaia, Independência, Clube Paranaense (B2) e por último a Iguassu, de Araucária, onde trabalhou até maio de 2019.O início foi como plantão esportivo, no começo da década de 80. Na oportunidade, chegou a trabalhar com José Luiz Datena, atualmente apresentador da TV Bandeirantes, e que era narrador de futebol em Curitiba. Além do Datena, a equipe da Universo contava com grandes nomes do rádio. Carneiro Neto, Nestor Batista, Carlos Mion, Eduvaldo Brasil, Raul Mazza do Nascimento, Jota Agostinho e Augusto Mafuz, colunista da Tribuna do Paraná. “Kaiut é uma das figuras mais queridas do rádio esportivo. Convivi muito com ele na rádio Universo. Em 1982, fizemos a Copa do Mundo da Espanha, quando a Rádio Clube fez uma parceria com a Gazeta, de São Paulo. Um profissional muito correto e sempre gostou muito de futebol”, comentou o jornalista Carneiro Neto, colunista da Tribuna e Gazeta do Povo. Aliás, nas Copas do Mundo que surgiram grandes histórias envolvendo o Lourival Kaiut. Eduvaldo Brasil conviveu anos com Kaiut e acompanhou algumas situações pitorescas, como a do pote de dinheiro que estava enterrado no terreno da casa dele, e de uma conversa em “portunhol” com um brasileiro. “O Durval Leal nos contou esta do pote. Para viajar junto com a equipe que faria a cobertura na Copa do Mundo da Espanha, o Kaiut guardou um vidro no quintal da casa dele com muito dinheiro”, disse.
Foto: Thiago Lucca/Colaboração.
“Já em 1990 na Itália, ele ficou comigo no quarto ao lado do Edgard Felipe, e de graça. Lá em Roma, levei uma mala cheia de camisas dos times brasileiros que peguei em consignação com a loja de artigos esportivos Janjão. Um dia, ele estava querendo vender uma camisa do Paraná Clube para uma pessoa. Kaiut meteu um portunhol e perguntou para o rapaz qual país ele morava. A resposta foi que o comprador era de Florianópolis, em Santa Catarina. Imagina a risada que foi”, diverte-se Edu. Outro companheiro de microfone foi o jornalista Carlos Kleina. Nos tempos áureos da Clube Paranaense, Kaiut assumiu a função de repórter/setorista da Federação Paranaense de Futebol (FPF). A função era muito importante, pois muitos dirigentes de futebol do interior ficavam sabendo das datas das partidas e até cancelamento na voz do Lourival Kaiut. “Uma pessoa carismática demais. A gente até dava risada na forma que ele comunicava e teve aquela história que ele entrevistou o ônibus que estava deixando o Couto Pereira ao colocar o microfone perto do escapamento. Só elogios para esta grande figura”, completou Kleina.

Ajude o Kaiut!

A família resolveu criar uma vaquinha virtual com o objetivo de arrecadar dinheiro para custear as despesas. O endereço para ajudar é o https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cancer-na-garganta-gleidenize-aparecida-cruz-rodrigues . Além disto, existe uma conta para depósito: Banco Bradesco Agência 2936 Conta Poupança 1002954-6 CPF: 541698799-53 Gleidenize Aparecida Cruz Rodrigues

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