Ao se olhar no espelho você se sente gorda mesmo sendo magra? E mesmo que a balança aponte que você está no seu peso ideal ainda há aquela sensação de insatisfação?

Saiba que a musculação é uma ótima forma de modelar o corpo. Só que não basta ir a academia e executar os exercícios. Há inúmeras variáveis que podem ajudar ou impedir os resultados que você tanto deseja. Hoje vamos conversar sobre os motivos que talvez o seu treino não traga resultado, pois musculação é muito mais do que levantar peso.

Na musculação, tudo pode gerar interferência, o número de séries que você faz por exercícios, a quantidade de exercícios totais que você faz, a combinação dos exercícios e o número de vezes que você treina na semana. O primeiro ponto que eu gostaria de abordar é saber que se tratando de exercício físico não adianta fazer o máximo de exercícios possíveis.

A quantidade não tem tanta importância relativa à qualidade dos exercícios que você faz, por isso a combinação entre os exercícios e a intensidade é o mais importante. Sendo assim, o número de repetições, que é a quantidade de movimentos que você faz no exercício, deve estar próximo do seu máximo de esforço. O que eu quero dizer é que a intensidade do exercício é muito importante, então ao executar, por exemplo, 10 repetições dos movimentos de algum exercício de musculação ele deve estar adequado de forma que você esteja próximo ao seu máximo de força.

Se a dúvida é sobre a quantidade de repetições, é importante saber que tudo varia de acordo com o planejamento de longo prazo dos seus treinos. Tal planejamento é chamado de ‘periodização‘ e deve ser feito por um profissional da área que deverá programar para você. A periodização dos seus treinos deve ser pensada de acordo com os objetivos que você busca, então não é tão simples assim, não basta sair fazendo 3 séries de 15 repetições para tudo o ano todo.

Outro fator importante é a velocidade de execução do movimento, também chamado de ‘cadência‘. Essa é a velocidade de cada movimento executado. Você sempre deve controlar essa velocidade. As mais utilizadas são as velocidades com movimentos de volta mais lentos ou com movimentos constantes. Explico melhor isso no vídeo do blog da Tribuna. A velocidade do movimento é capaz de deixar o exercício mais difícil sem a necessidade de utilizar carga.

Muitas pessoas esquecem de um importantíssimo detalhe, que é o intervalo entre as séries, que é controlar o tempo de intervalo entre uma série e outra. Mais peso e menos repetições necessitam de intervalos maiores, enquanto menos peso e maior número de repetições necessitam intervalos menores. O intervalo, quando bem trabalhado, é uma excelente forma de controlar a intensidade do treino.

Eu considero a variável mais importante a qualidade e a amplitude do movimento. Pois nela pode se controlar a intensidade e também a segurança do treino. Cada exercício precisa ser feito em um movimento perfeito, de acordo com a individualidade de cada pessoa, na maior amplitude possível segura. A amplitude é a capacidade de utilizar o movimento completo pela articulação, e também dentro da capacidade de cada um.

Por último, a quantidade de peso utilizada, ou seja, a carga usada. O peso é responsável por aumentar a intensidade e os resultados, se estiver de acordo com as outras variáveis controladas. E o mais importante, nem sempre quanto mais peso melhor, não se engane. Você precisa da carga ideal de acordo com o número de repetições estipuladas, com a velocidade desejada para o tempo de intervalo proposto. Isso quer dizer que não adianta colocar muita carga e executar tudo o que mencionei acima de qualquer forma.

Se você deseja ter resultados na musculação perceba que precisa controlar uma série de variáveis e não apenas levantar os pesos. Um dos principais equilíbrios da musculação é utilizar a maior carga possível e manter a qualidade e amplitude do movimento, controlando a repetição, velocidade e intervalo entre as séries.