A Copa do Mundo de 2010 está chegando. Faltam menos de 200 dias para o evento mais assistido por telespectadores do planeta.

Só no Brasil, segundo dados do IBGE, 94% dos domicílios tem pelo menos um aparelho de televisão.

Isso representa mais de 53,3 milhões de residências que, com uma média de 3,2 pessoas cada um, dá um público total de 170,8 milhões de telespectadores.

Para o ano da Copa, a indústria estima um volume de vendas superior a 10 milhões de aparelhos só no Brasil.

Cada vez mais os televisores de telas maiores vão ganhando os lares brasileiros. No entanto, o prazer de se estar “quase dentro do campo” não pode resultar em riscos de desconfortos visuais.

Aspectos, como distância da tela e a iluminação do ambiente devem ser levados em consideração. “Com efeito, telas muito grandes próximas do telespectador podem causar desconfortos e cansaços visuais”, adverte o oftalmologista Canrobert de Oliveira.

Esforço ocular

Segundo o especialista, a TV de plasma exige alguns cuidados, relacionados à saúde visual, principalmente, sobre o ambiente em que será instalada. A indústria conseguiu vencer o desafio de superar o tamanho das telas e controlar os pontos luminosos oferecendo uma superdefinição de imagem, formada pela descarga de elétrons, sobre pixels coloridos que geram luz própria, uma vez que são preenchidos por uma mistura de gases. Algumas marcas chegaram a oferecer telas de 103 polegadas no mercado.

“Praticamente uma tela de cinema e que precisa -para garantir a qualidade da imagem e preservar a saúde ocular de um espaço bem maior entre o monitor e o espectador”, adverte o médico.

O médico explica que a musculatura do olho trabalha com maior intensidade a fim de focalizar as imagens na retina, quando essas estão a menos de cinco metros de distância.

“Por isso, a leitura é a atividade que requer maior esforço ocular”, explica o oftalmologista.

A partir dessa distância, a musculatura relaxa. Assim, o ideal seria a televisão estar a cinco metros, distância, praticamente impossível, pois a maioria das salas dos imóveis atuais não tem essa metragem.

Como no cinema

Canrobert de Oliveira orienta que os aparelhos com telas de até 29 polegadas devem ficar a pelo menos três metros de distância dos telespectadores. Já as que possuem mais de 34 polegadas precisam estar a uma distância mínima de 5 metros das pessoas, pois essas distâncias tornarão menos cansativo o ato de assistir televisão.

“No caso de portadores de hipermetropia ou astigmatismo, não corrigidos (óculos, lentes, cirurgia), o espectador poderá sentir dor de cabeça”, alerta. A situação dos míopes é diferente, pois a musculatura intrínseca do olho é mais fraca e já relaxada.

Em todos os casos, quanto maior a distância do aparelho, melhor. O especialista considera que a nova geração de televisores, devido à imagem mais nítida, invariavelmente, exige menor esforço de acomodação do cristalino.

Quanto à iluminação do ambiente, o oftalmologista diz que a penumbra é mais confortável aos olhos para se assistir televisão. O médico ilustra o efeito de uma sala muito iluminada com o impacto sentido por um motorista que dá de frente, à noite, com um farol alto de automóvel.

“Nesse instante, há um consumo exagerado de uma substância da retina (a rodopsina), uma das responsáveis pela visão”, explica. Como consequência, até a reposição dessa substância, a pessoa fica alguns segundos com dificuldade de enxergar.

Comparando, em uma sala de televisão com luz acesa, haverá maior consumo de pigmentos, por isso é mais confortável a pouca luminosidade. “É como nas salas de cinema que nunca são muito iluminadas”, conclui.

Sintomas da fadiga visual

* Olhos irritados, ressecados, lacrimejantes
* Coceira
* Cansaço na vista
* Sensibilidade à luz
* Dificuldade de conseguir foco
* Visão de cores alte,radas
* Halos ao redor dos objetos
* Visão embaçada ou dupla