Teoricamente todas as substâncias que podem causar dano à saúde do Homem podem ser usadas para curar um dano igual ao que causaria: é este o princípio que norteia a homeopatia, medicina oficial no Brasil desde 1980. Às vezes, parece que os remédios homeopáticos agem lentamente, mas não o fazem. O processo biológico de volta ao normal é que é lento, pois o organismo precisa cicatrizar o que a doença causou.

Ela trata doentes e não doenças. Não concorre com a alopatia, mas interage com a mesma. Com tratamento correto, a homeopatia pode ajudar o medicamento alopático a estimular melhor o organismo a resolver cistos, verrugas e processos inflamatórios. A alopatia cuida, e muito bem, do agente e a homeopatia complementa fortalecendo a pessoa para que o agente tenha dificuldade em usar sua disponibilidade. É assim que essas duas artes curativas se ajudam. Mesmo nos casos cirúrgicos.

O remédio é preparado, tomando-se a substância curativa padrão e misturando-a com noventa e nove partes (ou nove, conforme o caso) de água (ou álcool para conservar), batendo o frasco com a mistura em uma superfície firme para sucussar, dinamizar o remédio, repetindo tantas vezes a mistura e sucussão quantas forem precisas para se ter o padrão medicamentoso ideal para o caso em tratamento.

Há escola homeopática que prescreve um só medicamento por vez. Existe a que sugere a receita de mais de um concomitante, mas o processo de feitura e uso deles é o mesmo citado. O medicamento homeopático, em glóbulos, líqüido ou outras formas (existem) não deve ser engolido, mas deixado sob a língua, longe das refeições, da escovação de dentes e da tomada de alguma bebida.

Não o substitua por outro e nem troque um medicamento convencional que use por um homeopático sem orientação de seu médico.

Luiz Carlos Leme Franco é médico.