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Tecnologia

Tecnologia a favor da segurança

  • Por Helio Miguel

Viaturas superequipadas, simuladores de helicóptero, radio comunicadores digitais com criptografia de voz, câmeras de monitoramento inteligentes. Se depender da tecnologia atual, estaremos com nossas ruas e casas bastante seguras.

Muitos desses produtos estavam expostos durante a semana passada na Interseg, Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública, realizada no Estação Embratel Convention Center, em Curitiba, durante a última semana.

Uma das atrações que mais chamaram a atenção foi o MotoWiCar, carro-conceito conhecido como “viatura do futuro”, apresentado pela Motorola. O veículo, desenvolvido em parceria com a General Motors e Rontan, é uma Blazer equipada com notebooks, rádios digitais, computadores de mão e sistemas de videomonitoramento, entre outros aparelhos.

São equipamentos que suportam a vibração e as condições típicas do trabalho policial. “Eles possuem nível de robustez para missão crítica”, diz o vice-presidente de Governo e Empresas da Motorola, Eduardo Stefano.

O carro pode, segundo o executivo, ser customizado de acordo com as necessidades de cada polícia. Uma boa parte dos equipamentos do carro trazido pela Motorola já está, por exemplo, em funcionamento na Polícia Militar de São Paulo. Algumas soluções também foram usadas na segurança dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

O veículo tem, ainda, câmeras internas que ajudam na identificação de placas em caso de perseguição, ou na aplicação de multas em tempo real, já que o sistema pode ser integrado com a central de comunicação da polícia. As informações são todas criptografadas.

O carro pode ter acesso em tempo real a imagens de câmeras instaladas na cidade, desde que, é claro, sejam compatíveis com o sistema sem-fio Motomesh, que integra redes de equipamentos.

O sistema é uma espécie de wifi metropolitano, que tem duas freqüências: uma que transmite a equipamentos dentro de sua área de abrangência, e outra que comunica as células entre si.

“Ele cria uma inteligência, uma nuvem sobre a população”, afirma Stefano. A tecnologia está, segundo ele, em uso na cidade de São Paulo, com 100 câmeras monitoradas pela Polícia Militar de lá. “Se uma viatura entra no bairro que tem uma câmera conectada, pode receber a imagem dela”, completa.

O executivo lembra que grande parte da tecnologia apresentada pela empresa na Interseg já está disponível. “Hoje ela é possível em 16 estados do Brasil, em níveis diferentes”, informa.

A implantação, segundo ele, “depende acima de tudo do empenho dos gestores, em continuar destinando investimento à tecnologia. Ela é fundamental para melhorar a capacidade de decisão e o resultado”.
Monitoramento

O SVS – Smart Video Solution – é outro sistema que atraiu atenção. A tecnologia agrega inteligência ao vídeo, facilitando o trabalho em centrais de monitoramento. O sistema consegue diferenciar padrões de comportamento e avisa quando movimentos suspeitos acontecem.

“É possível detectar, por exemplo, o roubo de um quadro sem a necessidade de ter sensores instalados”, explica o gerente comercial da Affair System, que comercializa o produto. Segundo a empresa, a solução ainda possibilita a redução no contingente de pessoas necessárias para operar centrais de monitoramento.

Armas não letais seguras

Dispositivos não letais para conter distúrbios, como sprays de pimenta, balas de borracha e bombas de gás, não são exatamente novidade. Mas a ciência e a tecnologia têm contribuído para que esses equipamentos se tornem mais seguro,s.

Alguns desses produtos foram apresentados durante a Interseg. O já comum spray de pimenta, por exemplo, tem novas alternativas: em forma de espuma, pode ser usado com muito mais segurança e direcionado apenas a uma pessoa.

“O tradicional emite uma nuvem. Vai pegar na pessoa e em quem está ao lado dela, pois contamina o ambiente todo”, explica Antônio Carlos Magalhães, diretor de Relações Institucionais da Welter Itage, representante da Condor, que fabrica tecnologias não letais. “A espuma é direcional. Então não existe o risco de atingir um inocente que está ao lado.”

Outro produto interessante apresentado pela empresa é uma munição composta de bismuto granulado. Ao atingir superfícies rígidas, como vidros ou portas, causam estrago.

Mas se atinge uma pessoa, o material apenas se espalha, não penetrando o corpo. “Os casos recentes de pessoas mortas pela polícia quando estavam dentro
de carros, como aqui mesmo no Paraná, no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos, não teriam acontecido se a polícia dispusesse desse produto”, diz Magalhães.

As conhecidas balas de borracha também evoluíram e estão mais precisas. “Hoje é possível fazer um disparo na mão de uma pessoa armada e tirar a arma dela”, conta. Mas utilizar todo esse material pressupõe treinamento. “O policial tem que conhecer os efeitos da munição para poder extrair o benefício. Senão, podem causar lesões graves”, lembra.

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