Com os resultados, a professora da USP deverá apresentar ao Instituto do Milênio Redoxoma, coordenado por ela, uma proposta para o desenvolvimento de um derivado nacional do tempol, que é um produto patenteado. ?A estratégia seria modificar a molécula do tempol de forma que mantivesse o mesmo grupo químico. Ao compreender bem as reações poderíamos fazer um desenho mais racional de terapia. Além do efeito de nitróxido, seria interessante direcionar o composto para se ligar na enzima e tentar impedir que alguns oxidantes se formassem?, apontou.

O problema atualmente, segundo Ohara, é direcionar o composto para que ele não tenha outros efeitos. ?O tempol é um radical livre que oxida muito rapidamente e reage com inúmeras substâncias em uma velocidade enorme.

É efetivo para desativar os oxidantes, mas é preciso saber se haverá outros efeitos também?, disse.

O artigo Inhibition of myeloperoxidase-mediated protein nitration by tempol: Kinetics, mechanism and implication, de Ohara Augusto e Sandra Vaz, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.