Sucesso de crítica

Ney Matogrosso – Homem com H é uma das atrações mais esperadas do Festival de Curitiba

Foto: Paris Cultural / divulgação.

A Mostra Temporada de Musicais do 32º Festival de Curitiba vai oferecer ao público a oportunidade de conhecer a trajetória de uma das figuras mais singulares da música e da cultura brasileiras. O premiado musical Ney Matogrosso – Homem com H será apresentado nos dias 1º e 2 de abril, às 20h30, no grande auditório do Teatro Guaíra. Os ingressos estão disponíveis por meio do site www.festivaldecuritiba.com.br, ou na bilheteria física oficial localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

O espetáculo tem texto de Emilio Boechat e Marilia Toledo, que assina também a direção ao lado de Fernanda Chamma, e direção musical de Daniel Rocha. O musical soma 145 apresentações em várias capitais e mais de 63 mil espectadores. Emilio e Marilia receberam o Prêmio Bibi Ferreira por Melhor Dramaturgia Original em Musicais 2023 pelo espetáculo. O ator escolhido para viver o homenageado foi Renan Mattos, indicado para o prêmio APCA em 2022 e vencedor do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor ator em 2023 pelo papel. Ao lado dele, Vinícius Loyola (no papel de Cazuza) e Hellen de Castro (Rita Lee). 

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De acordo com a diretora e autora Marília Toledo, a ideia da montagem surgiu depois que ela soube que seus sócios Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu tinham adquirido os direitos para realizar um longa-metragem sobre a vida de Ney Matogrosso. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse espetáculo musical”, revela.

“Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral. E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o vemos em cena, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, afirma a encenadora. 

Para o ator Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo.”

O musical chega para apresentar ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.

A montagem

Ney Matogrosso – Homem com H explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.  

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que irá apoiar o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, serão feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e o explícito o todo o tempo. 

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bisexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X mergulhou em uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade.

Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama.

A Mostra Temporada de Musicais é apresentada pelo Instituto Joel Malucelli e pela Universidade Positivo. Acompanhe todas as novidades e informações pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha técnica

Texto: Marília Toledo e Emílio Boechat; Direção: Fernanda Chamma e Marília Toledo; Coreografia: Fernanda Chamma; Direção Musical: Daniel Rocha; Cenografia: Carmem Guerra; Figurinos: Michelly X; Visagismo: Edgar Cardoso; Desenho de som: Eduardo Pinheiro; Desenho de luz: Fran Barros & Tulio Pezzoni; Preparação vocal: Andréia Vitfer; Realização: Paris Cultural; Apresentado por: Petrobras Premmia; Patrocínio master: EMS; Produção Geral: Paris Cultural; Elenco por ordem alfabética: Bruno Boer – Cover Ney Matogrosso, Daniela Cury – Elvira, Enrico Verta – Gérson Conrad, Fábio Lima – Simonal, Giselle Lima – Beíta, Hellen de Castro – Rita Lee, Ivan Parente – Moracy do Val, Ju Romano – Lena, Maria Clara Manesco – Luli, Maurício Reducino – Ensemble, Matheus Paiva – João Ricardo, Murilo Armacollo – Ney jovem, Vitor Vieira – Matto Grosso, Renan Mattos – Ney Matogrosso, Tatiana Toyota – Repórter, Vinícius Loyola – Cazuza e Yudchi – Vicente Pereira.

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