Pedreiros que chegaram para trabalhar em um sobrado em construção na Rua Oliveira Viana, no Boqueirão, tiveram um susto na manhã desta segunda-feira (07).

Eles encontraram o vigia, Raiel Alves dos Santos, 52 anos, morto no quarto onde ficava para cuidar da obra. O homem foi executado com nove tiros de pistola calibre 380 no rosto e no peito. A polícia suspeita que a morte aconteceu na semana passada.

Segundo o delegado Fábio Amaro, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Raiel foi visto pela última vez na sexta-feira (4). “Disseram ter visto Raiel por volta das 13h, depois todos saíram para ver o jogo do Brasil e ele ficou para cuidar do local”, contou.

Depois da vitória da seleção, enquanto todos comemoravam, alguns vizinhos ouviram barulhos parecidos com tiros, mas acharam que poderia ser fogos de artificio e não deram bola. Nesta segunda, um pedreiro chegou e encontrou Raiel morto.

Os policiais encontraram dificuldade para encontrar informações a respeito do que pode ter acontecido. “Pouca gente diz ter ouvido algum barulho ou ter visto algo estranho. O que se sabe é que ele foi morto provavelmente depois do jogo”, disse o delegado.

Um fato que chamou a atenção dos investigadores, é que o cadeado do portão estava fechado. “Fechado e pelo lado de dentro, ou seja, o assassino pulou o muro para matar o vigilante”.

Mistério

A carteira do vigilante estava no bolso dele e dela, assim como do local, nada foi levado. “Aparentemente, não vimos sinais de roubo dentro da construção”, disse Fábio Amaro.

O dono da construção também confirmou. “Não levaram nada, estava tudo intacto quando o pedreiro chegou. Eles vieram para mata-lo mesmo”, disse o homem que não se identificou.

Até o momento, a polícia não tem nenhuma suspeita do que pode ter motivado o crime, muito menos recebeu informações sobre os assassinos. O que se sabe, é que Raiel morava sozinho em Curitiba e os familiares eram de Cascavel.

Ele não contou a nenhum dos companheiros de trabalho se tinha sido ameaçado e, segundo o proprietário da obra, não demonstrava ter envolvimento com as drogas. Denúncias podem ser feitas diretamente à DHPP pelo 0800-6431-121.