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Eudes vendia pra jogadores.
Júlio também é procurado.

Investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) continuam a caçada aos outros acusados de integrar um esquema internacional de clonagens de cartões de crédito e débito. Júlio Sosa, que seria irmão do chefe do bando – Maximiliano Simon Pelegrini Sosa, 43 anos – e o técnico de futebol do Vila Hauer, Eudes Paulo da Silva, 31, continuam foragidos.

De acordo com o delegado Marcus Vinícius Michelotto, ontem uma equipe de policiais do Cope foi até Brusque (SC), onde funcionava a fábrica de clonagem dos cartões. Com mandado de busca e apreensão eles entraram em duas residências, mas os criminosos já tinham fugido do local. Para o delegado, a ramificação da quadrilha está em outros estados, mas, com essas prisões, o esquema não vai mais funcionar.

As prisões foram feitas depois de um mês de investigações. Além de Maximiliano, foram detidos Roni Telmo Teixeira, 28; Eduardo Fernandes de Almeida, 28; Fabiano Kokuszka, 31; Andréa Elizabethe de Miranda, 27. O bando também é acusado de traficar informações financeiras sigilosas para a Europa, alimentando outras quadrilhas que aplicam golpes com cartões clonados. Eles estariam agindo há dois anos no Brasil e há quatro meses no Paraná.

Esquema

Com códigos de clientes de vários bancos os criminosos clonavam cartões e faziam compras de alto valor, principalmente de eletroeletrônicos. Depois revendiam os produtos pela metade do preço. Nos próximos dias, Michelotto pretende ouvir alguns dos compradores, que seriam jogadores de futebol. "Muitos jogadores compraram computadores portáteis. E se for comprovado que eles sabiam que eram produtos ilícitos, poderão ser autuados por receptação", disse Michelotto, sem especificar se os atletas pertencem às categorias profissional ou amadora.