Anderson Tozato
Nilson diz que não foi ele.

Adriano Ryba Ferreira, 22 anos, foi morto com golpes de tijolos na cabeça, por volta das 3h de sábado, no Jardim Shangri-lá. Três horas depois do homicídio, policiais militares prenderam Nilson da Silva Neves, 18 anos, e apreenderam um adolescente de 17 anos. Os dois foram descobertos pelo rastro de sangue, que ia do cadáver, jogado em uma valeta, até uma moradia. Ao serem surpreendidos, os dois rapazes ainda dormiam e estavam sujos com o sangue da vítima.

O delegado Agenor Salgado, titular da delegacia de Araucária, informou que o corpo de Adriano foi descoberto por acaso por PMs, que faziam patrulhamento na região. Eles viram manchas de sangue na rua e foram averiguar. ?Eles encontraram o rastro que levava ao corpo da vítima. Depois, havia um novo rastro que levava até uma casa?, contou o delegado. ?As evidências são fortes de que eles praticaram o crime. Além disso, o menor disse que Nilson matou a vítima e que ele ajudou a ocultar o corpo?, ressaltou o delegado.

Segundo o investigador Euzébio Pereira da Silva, o adolescente afirmou que Nilson acreditava que Adriano teria furtado um aparelho de som e um televisor de sua casa. Quando encontrou com Adriano na rua, Nilson teria tirado satisfações com ele e acabou cometendo o crime. ?Nem a vítima e nem o Nilson têm passagens pela polícia?, salientou Euzébio.

Apesar de estar com as roupas sujas com o sangue da vítima, Nilson não confirmou a versão do furto. Ele alegou que caminhava pela rua, quando deparou com o corpo de Adriano e três homens o obrigaram a arrastar o cadáver até a valeta. Depois disso, ele se dirigiu para sua casa nas proximidades e foi dormir. O delegado Agenor Salgado autuou Nilson em flagrante por homicídio e apreendeu o adolescente.