Ronaldo caminhava pela rua quando
foi atingido por trás: oito balaços.

Independente de hora e local, os matadores estão agindo como desejam. A luz do dia não inibe mais a ação de marginais, que matam suas vítimas sem piedade. Na tarde de ontem a cena voltou a se repetir e mais um homem foi executado.

Ronaldo Gonçalves, 21 anos foi assassinado com oito tiros às 15h quando andava pelas ruas da Vila União, no bairro Uberaba. Dois homens seriam os responsáveis pelos disparos, conforme apuraram os soldados do Regimento da Polícia Montada que atenderam a ocorrência.

Poucas informações foram obtidas, pois no local prevalece a “lei do silêncio”. “Muitos dos que aqui estão viram o que aconteceu, mas ninguém fala com medo de futuras represálias”, disse o soldado Zalmir. Pelo levantamento realizado, dois homens se aproximaram da vítima e dispararam. Ronaldo foi pego de surpresa e nem teve tempo de reagir. Recebeu oito balaços, sete deles nas costas. O outro atingiu o queixo do rapaz, que caiu morto na rua de terra batida (Rua das Torres), ao lado de uma valeta.

Há controvérsias nas informações repassadas à policia sobre a fuga dos matadores. Alguns disseram que a dupla escapou a pé, enquanto outros afirmaram que uma motocicleta azul foi utilizada para a fuga.

Pistas

Conhecidos da vítima não souberam explicar o porquê da execução. Ronaldo estava morando na vila há três meses e dividia uma residência com um casal, no final da rua onde foi executado. De acordo com Sandra Aparecida, que morava junto com a vítima, Ronaldo aparentemente não tinha vícios nem ligação com tráfico de drogas ou roubos na região. “Não sei o que pode ter motivado a morte dele”, disse.

Na última vez em que foi visto com vida, Ronaldo havia saído de casa após almoçar, mas não informou o que iria fazer à tarde. Ele estava trabalhando atualmente como ajudante de mudança. Investigadores da Delegacia de Homicídios compareceram no local e passaram a tarde conversando com moradores à procura de novas pistas para elucidar o crime.