O cadáver do ex-presidiário
Joel Júnior estava em decomposição,
num matagal de Almirante Tamandaré.

Desaparecido desde a última sexta-feira, o azulejista Joel Camargo de Oliveira Júnior, 24 anos, foi encontrado morto em meio a um matagal, na divisa entre os jardins Iracema e Paris, em Almirante Tamandaré. O achado foi feito por policiais militares – cabo Sidnei e soldado Machado -, no final da tarde de ontem. Eles receberam comunicado indicando onde estava desovado o cadáver. Segundo a perita Jussara Joeckel, da Polícia Científica, não é possível determinar se a vítima foi morta a tiros ou golpes de faca. “Somente exames complementares determinarão isso, pois o corpo já está em decomposição”, explicou.

Segundo informações da esposa da vítima, Joel saiu de casa acompanhado de um conhecido, que figura agora como principal suspeito do crime. “Esse rapaz continua desaparecido, mas já temos o nome dele”, afirmou o cabo. Joel não informou à família o que iria fazer quando saiu na sexta-feira. “Ele nunca avisava o que iria fazer. Saiu às 21h30 acompanhado pelo amigo e depois desapareceu”, explicou a esposa.

Drogas?

A polícia suspeita que um possível desentendimento entre os dois conhecidos tenha motivado o assassinato. A vítima havia saído da cadeia de Itajaí (SC), há dois meses, onde cumpriu pena de oito meses por assalto. Anteriormente, ele já esteve preso por roubo, segundo a esposa. “Ele também era viciado”, complementou.

Próximo a área onde o cadáver foi localizado fica um campo de futebol que é utilizado por viciados, segundo a PM. Dessa maneira, uma desavença por drogas também é uma das hipóteses a ser investigada pela polícia de Almirante Tamandaré. Os investigadores Alexandre e Jucimara estiveram no local para o levantamento de dados. As investigações estão sob a responsabilidade do delegado Wallace de Oliveira Brito.