A golpista que se passava por funcionária da Cohab foi presa quando recebia dois cheques de R$ 2.200 e tentava negociar com dez vítimas. Carmen Lúcia Marek, 47 anos, era investigada pelo 1.º Distrito Policial (Centro) e é suspeita de aplicar o golpe da casa própria em pelo menos 100 vítimas em Curitiba e região. De acordo com o inquérito, ela se aproximava de pessoas de baixa renda e oferecia facilidades para adquirir imóveis que iam a leilão, por preços abaixo dos de mercado.

Justificava o “bom negócio”, dizendo que tinha influência em setores da Cohab. Apresentando documentos com o nome da companhia, da Prefeitura de Curitiba e da Caixa Econômica Federal, ela passava credibilidade. Em seu depoimento à polícia, disse que conseguia os documentos na internet, nos sites das próprias instituições.

Funcionários

“Precisamos descobrir como ela sabia quais imóveis iriam a leilão. São informações privilegiadas e existe a suspeita de envolvimento de funcionários das instituições que ela dizia representar. Em depoimento, ela não quis comentar esse detalhe”, explicou o delegado Vinícius Borges Martins, do 1.º DP.

De acordo com as investigações, para iniciar o processo, Carmen cobrava entre R$ 5 e 6 mil, que poderiam ser parcelados. Depois de receber todos os documentos solicitados, segundo a polícia, Carmen inventava problemas burocráticos e adiava a entrega das supostas chaves.

Ainda como parte do golpe, ela formava uma rede, em que algumas das vítimas eram aliciadas a trazer novos compradores, com a promessa de comissões que variavam entre R$ 300 e R$ 600. “Ela foi proprietária de uma imobiliária de 2002 a meados de 2009. São 13 inquéritos abertos contra ela, com mais de 100 vítimas”, reiterou o delegado.

Carmen foi indiciada por estelionato. A polícia acredita que haja mais vítimas e pede para que as vítimas compareçam ao 1.º DP ou entrem em contato pelo telefone 3326-3400.

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