Vizinhos destruíram o
comércio de “Índio”, no Parolin.

Moradores da favela do Parolin saquearam e atearam fogo na Mercearia do Índio, situada no final da Rua Lamenha Lins, no Parolin, às 11h de ontem. O comerciante – cujo primeiro nome é Valdir, mas atende pelo apelido de “Índio” – é acusado de assassinar Clarice do Rócio Goes, 35 anos, com quatro tiros nas costas. O crime ocorreu às 19h10 de domingo e a mulher morreu dentro da ambulância do Siate, quando estava a caminho do Hospital. Depois do assassinato o suspeito desapareceu.

Por volta das 11h, os moradores quebraram os vidros e invadiram o local, retirando todas as mercadorias. Em seguida jogaram um galão de tinta no telhado e atearam fogo. As chamas se alastravam, mas o Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu conter o fogo rapidamente, com a colaboração de policiais militares que também foram chamados para manter a ordem no local.

Mais violência

Com o trabalho concretizado, os homens do Corpo de Bombeiros e os PMs foram atender outras ocorrências. Às 13h, os arruaceiros continuaram o “serviço” e novamente atearam fogo na mercearia. A destruição foi total. O Corpo de Bombeiros esteve no local novamente, mas desta vez não conseguiu fazer muito para apagar as labaredas, que já haviam consumido quase tudo.

Três horas depois ainda saia fumaça dos restos da mercearia e da residência de Valdir, que está foragido. Um grupo de pessoas estava do outro lado da rua, tomando cerveja e comemorando. Provavelmente a bebida também havia sido saqueada.

“Esse Valdir merecia isto, matou a moça pelas costas”, desabafou um dos moradores, que preferiu não dizer o nome. Outro disse: “vocês chegaram um pouco tarde”. O grupo até estava contando o que tinha acontecido, mas um outro grupo próximo começou a gritar: “pedrada”. De repente uma pedra foi atirada em direção do fotográfo Valter Alves, da Tribuna, que por pouco não foi ferido.

Investigações

O superintendente Neimir Cristovão, da delegacia de Homicídios, informou que os policiais estão trabalhando para identificar “Índio” e se ele não se apresentar nas próximas horas poderá ser solicitada a sua prisão preventiva.

De acordo com familiares de mulher assassinada, ela brigou com uma vizinha chamada Lidiane. Durante a discussão, Valdir teria se envolvido na briga, defendendo Lidiane. Mais tarde, em novo encontro, ela a matou com quatro tiros pelas costas.