A solenidade aconteceu
em frente ao Palácio Iguaçu.

Foram destruídas ontem mais 2,5 mil armas de fogo, em uma cerimônia pública, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. As armas foram recolhidas pela Campanha de Desarmamento, e sua inutilização contou com a participação do Exército. Foi a terceira destruição de armas promovida pela campanha estadual em apenas oito meses. Ao todo, 7,3 mil armas de fogo, das mais de 20 mil arrecadadas, já foram inutilizadas pelo governo do Paraná.

Um rolo compressor fez a trituração das armas que estavam espalhadas em quarenta metros de chapas de aço. Logo em seguida, elas foram encaminhadas diretamente a uma siderúrgica, designada pelo Exército, para que fossem derretidas.

Desde o dia 27 de junho, a Campanha Estadual do Desarmamento está em nova fase. O governo estadual, através da Secretaria de Estado da Segurança Pública, assinou um termo de cooperação com a Polícia Federal para intensificar a campanha no Estado. Desde então, a remuneração dos cidadãos que entregam armas passou a ser de responsabilidade do Ministério da Justiça, cumprindo o que estabelece o Estatuto do Desarmamento.

Como o governo federal assumiu o pagamento das indenizações pelas armas entregues ou apreendidas, Requião anunciou que está estudando a possibilidade de pagar um prêmio diferenciado para policiais civis e militares por armas sofisticadas, que são usadas pelo crime organizado.

Resultados

Nesses oito meses de Campanha Estadual do Desarmamento, os resultados já mostram números positivos para o Estado. Só em Curitiba e Região Metropolitana, o número de disparos por armas de fogo reduziu cerca de 34%. Em Londrina, a diminuição foi de 27%. O número de mortes também caiu. Em Curitiba aconteceram 12% menos homicídios dolosos desde que a campanha começou, e na Região Metropolitana o número de casos foi 27% menor.