O trabalho conjunto das polícias Militar e Civil contra assaltos a postos de combustíveis deu um resultado surpreendente. Menos de 24 horas depois de ser criada uma força-tarefa entre as duas instituições, o Comando do Policiamento da Capital (CPC) da Polícia Militar deteve 48 indivíduos acusados de integrar gangues ou de agir em crimes contra o patrimônio.

A Polícia Civil apreendeu armas, incluindo uma pistola que pode ter sido usada em um latrocínio ocorrido na última segunda-feira, e a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) localizou um homem com mandado de prisão por roubo e latrocínio. “Ele estava portando uma arma e é suspeito da autoria de diversos roubos contra o comércio”, revelou o delegado Rubens Recalcatti, da DFR.

União

Conforme o comandante do CPC, coronel Nemésio Xavier de França Filho, as prisões e apreensões revelam que o trabalho de inteligência e a troca de informações entre as polícias, num planejamento integrado, surte efeitos rapidamente. “Foram prisões de pessoas que praticam delitos variados. Com este reforço no trabalho policial estamos reprimindo este tipo de violência e outras que nascem em decorrência disso”, disse.

Ele lembrou que é importante que os comerciantes também façam a sua parte, seguindo medidas simples que podem evitar surpresas desagradáveis. “A instalação de equipamentos de segurança em agências bancárias e a troca de vale-transporte por cartões magnéticos acabaram por levar as gangues a mudar de atitude, passando a atacar os comerciantes”, lembrou o coronel Xavier. O comandante do CPC orientou os donos de estabelecimentos a evitar a guarda de valores nos escritórios, principalmente nos fins de semana. A mesma recomendação foi feita pela Polícia Civil, pois segundo os delegados, há o risco dessas informações chegarem ao conhecimento dos criminosos.

A ação policial está sendo feita em conjunto pelos policiais do serviço reservado da PM, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR).