Apesar da violência estar assustando cada vez mais a população paranaense, em especial a curitibana e a da Região Metropolitana, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou ontem, durante uma entrevista coletiva, que houve queda nos índices de criminalidade no Estado. De acordo com os dados fornecidos pelo governo, o ano de 2004, comparado com o ano passado, acaba com uma redução média de 21% nos principais crimes cometidos no Paraná.

Durante a entrevista, Delazari afirmou que apesar do alto número de homicídios em Curitiba, a cidade ainda é uma das menos violentas do País. "Enquanto a cidade de São Paulo registra uma média de 11 homicídios por dia, na capital paranaense este número cai para um", afirmou. Nas estatísticas computadas pelo Grupo Auxiliar de Planejamento (GAP) da Polícia Civil, que comparou os crime ocorridos entre os meses de janeiro e setembro de 2003, com o mesmo período deste ano, houve uma queda de 1,55% no número de homicídios em Curitiba. Apesar da pequena redução na capital, as demais cidades do Estado estão longe de poder comemorar alguma coisa. Na Região Metropolitana de Curitiba o número de homicídios subiu para 9,67% em 2004 e nos demais municípios do interior do Estado, para 13,905%, totalizando um acréscimo geral em todo o Paraná de 8,17%. De acordo com as estatísticas, no ano passado 1.186 pessoas foram assassinadas em todo o Estado e neste ano o número subiu para 1.283.

Veículos

O crime que teve a maior incidência este ano na capital foi o de roubo de cargas, principalmente a de cigarros, medicamentos e remédios, totalizando o aumento de 113,70%. "O Paraná é considerado o corredor de passagem para o Sul do País. Para coibir este tipo de crime contamos com uma delegacia especializada, que age em parceira com o Grupo Águia da Polícia Militar, e reforçamos equipes policiais", afirmou o secretário. Enquanto o furto de veículos registrou uma queda de mais de 25% na capital, o número de roubos (onde é empregada a violência e o uso de armas), teve um aumento de 50,7%, considerado o segundo crime com maior freqüência na capital. Para o secretário, a justificativa desse aumento nos índices se deve à nova modalidade de crime, onde os marginais migram da RMC para a capital e depois de cometer algum delito, roubam o veículo como meio de transporte para voltar às suas cidades. "Eles roubam os carros para fugir e depois os abandonam, o que gera uma boa taxa de recuperação de veículos", disse Delazari.

Dos carros furtados e roubados este ano, 3.970 foram recuperados. No mesmo período de 2003 foram roubados e furtados 7.290 e recuperados 3.845. "Os bons resultados se devem ao investimento feito na área de segurança pública. A cada três meses iremos divulgar novos índices da criminalidade no Estado, que serão computados através do geoprocessamento. As estatísticas serão feitas em convênio com a Universidade Federal do Paraná", finalizou Delazari.