Confirmada morte de menino baleado em ação policial

O hospital Copa D’Or, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, confirmou a morte do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos. Pela manhã, os exames já diagnosticavam morte cerebral, mas é de praxe repeti-los seis horas depois para a confirmação. A família autorizou a doação de órgãos de João Roberto. Agora, ele está sendo submetido a exames de sangue e uma equipe do Rio Transplante é aguardada no hospital para avaliar quais órgãos poderão ser doados.

O pai da criança, o taxista Paulo Roberto Amaral, de 45 anos, acusou a polícia de ter matado João Roberto. Em entrevista dada antes da confirmação oficial da morte do garoto, ele explicou que a mulher Alessandra encostou o carro para os policiais passarem. "Eles não perseguiram os bandidos. Fecharam o carro da minha família e metralharam. Com minha mulher e duas crianças dentro. Uma criança de nove meses e outra de quatro anos (o menino ia fazer 4, no dia 29). Meu filho tomou um tiro na cabeça e está lá dentro morto. Não tem mais chance".

Segundo ele, não houve troca de tiros. "Minha mulher está cheia de estilhaços pelo corpo. Eles não tiveram piedade. Não tiveram pena. Eles vieram para executar. Que polícia é essa? Eu quero Justiça", afirmou. "As pessoas têm que pagar pelo que fizeram. Eu não posso perder um filho de três anos para uma polícia como essa que está na nossa cidade. Eu não pago meus impostos para eles irem executar os outros".

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