Até o final do primeiro semestre do ano que vem, o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho deve ser submetido a júri popular. A expectativa é do advogado Elias Mattar Assad, contratado pela família Yared como assistente de acusação. Ele supõe que, depois da primeira audiência marcada para o dia 4 de fevereiro, rapidamente o julgamento será marcado.

O processo que apura as mortes de Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida, em acidente de trânsito provocado por Carli Filho (que dirigia embriagado, com a habilitação cassada e em altíssima velocidade) tem seis volumes e 1176 páginas.

A acusação apresentou 18 testemunhas, todas envolvidas diretamente com o fato, acontecido na noite de 7 de maio passado, como o socorrista do Siate que observou o hálito etílico do ex-deputado e o garçom que serviu as taças de vinho ao acusado.

A defesa, por sua vez, arrolou 20 testemunhas, entre elas os deputados Valdir Rossoni e Durval Amaral. Outras testemunhas são conhecidos de Ribas Carli que residem em Florianópolis, Joinville, Guarapuava e São Paulo.

Racha

Cristiane Yared disse que outras circunstâncias que podem ter concorrido para o acidente estão sendo investigadas. “Desde o começo se falou muito que o ex-deputado estava fazendo um racha. Agora estamos recebendo evidências que apontam que havia um outro carro envolvido, dirigido por uma pessoa que é influente na cidade”, insinuou, sem revelar nomes.