Uma tragédia abalou a cidade de Guarapuava na última Sexta-feira Santa (14). Um garoto de apenas 11 anos matou o próprio pai a tiros durante uma briga entre seu, Moacir Marcos Mikulis (pai do garoto), de 38 anos, e sua mãe, Dulce Mara Mikulis. Para impedir que Moacir continuasse a agredir Dulce, o menino pegou a arma do pai, disparou quatro tiros contra o mesmo e arremessou a arma no sofá da casa.

Logo após, a mãe da família se trancou com os filhos no banheiro, com medo de uma possível represália do pai. Somente no dia seguinte, por volta das 8h30, verificaram que Moacir estava de fato morto. Dulce chamou a Polícia Militar no mesmo instante, que nada pode fazer além de atestar o falecimento.

O Conselho Tutelar foi chamado para analisar a situação. Como o garoto é menor de idade, não pode responder criminalmente pelo crime. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), até 12 anos a pessoa é considerada criança, e merece um tratamento diferenciado em relação a um adolescente, por exemplo.

“Nesse caso não se pode fazer nenhuma reprimenda policial com o garoto”, afirmou Cristiano Augusto Quintas dos Santos, o delegado adjunto da 14.ª Subdivisão Policial de Guarapuava.

O delegado afirmou que muitos vizinhos comentaram que o falecido pai era bastante violento e agredia a família freqüentemente. Além disso ele já tinha um histórico policial e sua arma não estava legalizada. Ele era caminhoneiro e sempre que estava em casa se repetia a barbárie.

Para cuidar da situação da criança o Conselho pretende colocá-lo em tratamento com um psicólogo e adotar uma série de medidas socioeducativas.