Seis pessoas envolvidas no assalto a uma lotérica, no centro de Curitiba, que terminou com um policial federal morto, em outubro de 2010, foram condenados pela Justiça. Pedro Henrique Procópio, conhecido como “Carioca”, que seria o líder da quadrilha e foi o autor do disparo que matou o agente, recebeu a maior pena: 22 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado. Também foram condenados Willian Ventura dos Santos, Douglas Cândido Rodrigues, Marcelo Roberto da Silveira, Larissa Tessaro Menarin e Franciely Alcântara. Maicon Ladislau de Rossi, outro envolvido no crime, morreu dias depois em confronto com policiais federais.

A decisão foi proferida na quarta-feira da semana passada, pelo juiz federal substituto Tiago do Carmo Martins, após denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Todos os réus foram inocentados do crime de formação de quadrilha, mas “caíram” por latrocínio (roubo com morte). Apenas um dos julgados, Fábio Alves Fogaça, foi inocentado de ambos os crimes. Ele foi acusado de emprestar seu carro para a quadrilha, mas não se comprovou que ele soubesse que o bando iria praticar um roubo.

Crime

De acordo com a denúncia do MPF, a quadrilha se reuniu em setembro para planejar o assalto à lotérica. Na noite de 4 de outubro, Pedro, Douglas e Maicon invadiram o estabelecimento, na Alameda Doutor Muricy, e anunciaram o assalto. Armados, os três renderam clientes e funcionários e obrigaram todos a deitar no chão. Quando recolhiam o dinheiro dos caixas e cofres, foram avisados por Marcelo que havia polícia nas imediações. Marcelo e Willian estavam do lado de fora, fazendo a função de “olheiros”.

Traição

A polícia cruzou dados dos suspeitos e descobriu que Franciely, funcionária da lotérica, havia passado informações sobre a rotina e o funcionamento do estabelecimento aos assaltantes. Ela foi presa ainda em outubro, no local do crime.

Festa

Cinco dias após o crime, integrantes da quadrilha participaram de uma festa, financiada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em uma chácara, em Fazenda Rio Grande. A polícia descobriu e foi ao local para prendê-los, mas houve tiroteio e Maicon foi morto.

Catanduvas

Dos seis condenados, cinco já estavam presos. Larissa estava solta e, mesmo condenada, terá o direito de recorrer em liberdade. Devido à alta periculosidade, Pedro, Douglas, Marcelo e Willian estão presos na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas.