Os cuidados com o meio ambiente e a preocupação com a proibição do uso do glifosato nas culturas da soja foram duas preocupações demonstradas pelo novo presidente da Apasem (Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas), Almir Montecelli, durante a solenidade de posse realizada na noite de segunda-feira (12/3) no auditório da Ocepar, em Curitiba. Montecelli, que também é presidente da Cooperativa Central de Algodão, de Ibiporã, afirmou que agora também chega o desafio da produção de grãos, fibras e outros produtos para a produção de biocombustíveis. ?Novas transformações estão a caminho, para as quais devemos estar preparados?, frisou. Mas enfatizou a preocupação dos produtores com o futuro dos transgênicos, que o setor vive ?a expectativa de ter que abandonar, repentinamente, uma tecnologia hoje indispensável para a agricultura?.

Importância das novas tecnologias

Almir Montecelli citou a importância das novas tecnologias para alcançar melhor produtividade: ?Em Mato Grosso, onde 85% da semente plantada tem origem legal, a produtividade média das lavouras de soja é de 44,91 sacas por hectare. No Paraná, onde 60% da semente plantada tem origem legal, a produtividade cai para 39,83%. E no Rio Grande do Sul, onde tudo começou e parece que continua -, e apenas 10% da semente é legal, a produtividade está em 32 sacas por hectare?. Segundo Montecelli, a tecnologia dos transgênicos ?de baixo custo e não disponível de forma legal? na época, alcançou o setor produtivo desprotegido ?em leis e estrutura de fiscalização?. A sua adoção, frisou, afetou seriamente a pesquisa e a produção.