Suspeitos de envolvimento no valerioduto negam crimes

O empresário Marcos Valério, o senador Eduardo Azeredo (PSDB) e o ex-tesoureiro Cláudio Mourão, citados no relatório da Polícia Federal sobre o valerioduto mineiro, afirmaram ontem que não há indícios contra eles que possam enquadrá-los pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

?Já demos todas as explicações e no nosso modo de ver haveria no máximo uma infração eleitoral, crime que já está prescrito porque ocorreu há mais de oito anos?, explicou o advogado de Valério, Marcelo Leonardo.

Por meio de sua assessoria, o senador tucano informou que não comentaria o relatório por desconhecer o teor da denúncia. Azeredo, no entanto, refutou a eventual acusação de peculato ?porque todas as contas de seu governo foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado?.

Otávio Junqueira Caetano, advogado de Mourão, considerou a eventual acusação de peculato como ?discutível? por não ocupar cargo público na época. Caetano disse que o ex-tesoureiro ?nunca se furtou a falar e vai responder a tudo na Justiça?.

A PF deve encaminhar até amanhã ao Supremo Tribunal Federal (STF) seu relatório sobre valerioduto mineiro, esquema de distribuição de recursos a partir de empresas do publicitário Marcos Valério para financiar a campanha de políticos ligados ao PSDB de Minas em 1998 – incluindo a do atual senador Eduardo Azeredo, ex-presidente do partido, que naquele ano tentou a reeleição ao governo mineiro.

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