O setor público não-financeiro apresentou superávit de R$ 7,8 bilhões no mês de setembro, o que eleva o acumulado do ano para R$ 57,1 bilhões, ou 5,08% do Produto Interno Bruto (PIB). Ultrapassa, portanto, a meta acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o período, que era de R$ 54,2 bilhões.

Por segmento do setor público, o Governo federal, INSS e Banco Central respondem por R$ 39,4 bilhões (3,5% do PIB), governos estaduais e municipais somaram R$ 11,4 bilhões (1,02% do PIB) e as empresas estatais, R$ 6,3 bilhões (0,56% do PIB). Nos últimos 12 meses, o superávit primário atingiu R$ 61,8 bilhões (4,16% do PIB), conforme relatório sobre Política Fiscal distribuído há pouco pelo Departamento Econômico do Banco Central.

A nota diz também que a dívida líquida do setor público alcançou R$ 891,1 bilhões no ano, o que corresponde a 57,7% do PIB, com queda de 0,6 ponto percentual na comparação com a dívida até agosto. A valorização do Real em relação ao dólar foi de 1,45% e respondeu por redução correspondente a R$ 4,1 bilhões, compensando com sobra o déficit nominal de R$ 3,7 bilhões registrado no mês.