Antes mesmo de tomar posse, o costureiro Clodovil foi alvo do protesto do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele pediu ontem da tribuna aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP,) e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que façam uma advertência ao deputado eleito para que ele não continue comprometendo o Congresso, com a afirmação de que poderá apoiar projeto "desde que recebesse um pagamento". Segundo o senador, Clodovil deu a declaração em entrevistas a um jornal argentino.

"Um deputado eleito, um representante do povo que comece a vir ao Congresso Nacional dizendo que poderá até vender o seu voto está anunciando que poderá cometer um crime, ainda não cometido" alegou. Correligionário de parlamentares envolvidos com o esquema do mensalão, como os reeleitos João Paulo Cunha (PT-SP) e Paulo Rocha (PT-PA), Suplicy disse que advertir Clodovil "trata-se de uma questão de bom sendo e de respeito àquele que foi eleito pelo povo". "Que (ele) não chegue cometendo algo que certamente fere o decoro parlamentar", disse.