Senado aprova extinção da Rede Ferroviária Federal

Brasília – O Senado aprovou nesta quarta-feira (16) a medida provisória que extinguiu a Rede Ferroviária Federal (RFFSA). A MP integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e transfere para a União os direitos e obrigações da empresa extinta. Agora, a Advocacia Geral da União (AGU) passará a ser ré ou autora nas ações judiciais nas quais a RFFSA era parte.

A MP estabelece, entretanto, que a maioria dos débitos oriundos de direitos trabalhistas será transferida para a Valec – Empresa de Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., também estatal.

A oposição tentou suprimir o artigo da MP que criou 157 cargos comissionados, todos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), sob o argumento de que feria a intenção de enxugar os gastos governamentais. "Não vou ser parte, amanhã, em manchetes de jornais, que afirmam que o Congresso aprovou medida provisória criando mais 157 cargos de confiança", justificou o líder do Democratas, senador José Agripino Maia (RN).

O relator da matéria, senador Marcelo Crivella (PR-RJ), ressaltou, entretanto, que se a matéria não fosse aprovada hoje funcionários da extinta empresa, que trabalham hoje na Valec, deixariam de receber seus salários. O destaque da oposição foi derrubado pelos governistas.

Os cargos criados pela medida provisória serão ocupados por servidores que cuidarão da arrecadação dos bens e o pagamento das obrigações da extinta Rede Ferroviária. Eles variam de DAS-1 a DAS-9.

Segundo a MP, estes cargos comissionados não passarão a integrar o quadro funcional do Ministério dos Transportes. Eles serão transferidos ao Ministério do Planejamento ou integrarão, de forma definitiva, os quadros funcionais de órgãos para os quais forem distribuídos.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.