Fazendo um patrulhamento ostensivo, por causa de um toque de recolher imposto por traficantes na vila Vitória Régia, no bairro CIC, em Curitiba, policiais militares acabaram prendendo em flagrante três homens por tráfico de drogas, na tarde deste domingo (29). Eles tinham grande quantidade de drogas, munições e dinheiro trocado.

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Conforme o soldado Rodrigues, da Cavalaria da PM, chegou a informação à Polícia Militar de que a Vila Vitória Régia estava sob toque de recolher desde sexta-feira  (27). Por ordem dos traficantes locais, ninguém poderia ficar na rua e nenhum comércio deveria ficar aberto após às 22h. Por causa da informação, várias equipes policiais passaram a se revezar no policiamento do local.

Traficante preso disse que munição e arma erma para sua defesa própria. Foto: Lineu Filho
Traficante preso disse que munição e arma erma para sua defesa própria. Foto: Lineu Filho

Num destes patrulhamentos, a equipe tática da Cavalaria observou que um rapaz correu para dentro de uma casa, ao ver a viatura. Quando os policiais alcançaram a residência, estranharam que o rapaz até trancou o portão e sumiu lá para dentro.

Os militares chamaram o suspeito para sair, até notarem que ele e mais dois rapazes pulavam o muro para a casa vizinha. Assim os três foram pegos no terreno da casa ao lado e um deles já confessou que na residência dele havia drogas.

No local os policiais encontraram 98 gramas de cocaína já acondicionado em cápsulas, 122 munições calibre 9 milímetros, uma pistola de mesmo calibre – itens que um dos presos alegou ser para defesa própria, R$ 13.832 em dinheiro, além de uma habilitação e um cartão de crédito falsos, que um dos presos confessou que comprou por R$ 500.

Polícia pegou mais de R$ 13 mil com o "patrão" e seus dois vendedores. Foto: Lineu Filho
Polícia pegou mais de R$ 13 mil com o “patrão” e seus dois vendedores. Foto: Lineu Filho

O dono da casa logo confessou também que ele era o dono dos materiais e que os outros dois rapazes apenas trabalhavam para ele no tráfico, vendendo a droga. O “patrão”, conforme os policiais, tem 20 anos. Os “vendedores” têm 22 e 25 anos. Todos foram levados à Central de Flagrantes, no Centro de Curitiba.

 

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