Coordenar uma fábrica clandestina de placas frias fez Izabele Francine Mendes de Souza “ver o sol quadrado”. Ela tem 30 anos e é suspeita de assumir o negócio do marido, que, mesmo preso, ainda tinha acesso às negociações. A operação “Dama de Lata” foi deflagrada no final da tarde desta segunda-feira (19) pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba.

Segundo o delegado Victor Bruno da Silva Menezes, a equipe de investigação chegou até a mulher e conseguiu o mandado de busca e apreensão na fábrica que ela possuía na casa de uma tia no município de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e também na residência em que ela morava na Cidade Industrial de Curitiba.

“A equipe fez campana no bairro Jardim Amélia, em Pinhais, e abordou Izabele no momento em que ela saía da casa com quatro placas adulteradas prontas para comercialização. Então, os policiais entraram no local e acharam a fábrica dentro de um banheiro”, disse.

No local, a equipe localizou 53 placas puras e 21 já confeccionadas e adulteradas. Além disso, uma prensa hidráulica e diversas matrizes e tarjetas também foram apreendidos. “Um detalhe que chamou nossa atenção é que no local havia um par de matrizes com a numeração de uma fábrica de placas que foi roubada este ano. Isso mostra que o material usado na confecção era roubado”, explica o delegado.

Seguindo as diligências, a equipe foi à residência de Isabele, na Cidade Industrial de Curitiba, onde localizou diversos documentos de carros que também seriam utilizados para a falsificação. A mulher foi presa e responderá por adulteração de veículo e receptação.

Negócio de família

Ainda de acordo com informações policiais, a mulher assumiu o negócio do marido João Fernando Moreira de Mattos, 43 anos, que foi preso em 2016 durante uma outra ação realizada pela DFRV. Na ocasião, a polícia localizou cerca de 450 placas frias e quatro veículos com placas e chassis adulterados.