A Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social – SETP está implantando o Programa Maturidade, com o objetivo de auxiliar as pessoas desempregadas com mais de 40 anos de idade.

O seu funcionamento é parecido com o Primeiro Emprego, programa do Governo Federal, criado para facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho. A diferença, além da faixa etária dos beneficiários, é que não haverá incentivo financeiro às empresas ? no Primeiro Emprego a empresa recebe seis parcelas de R$ 250 por jovem contratado.

Para se enquadrar ao Programa Maturidade, o beneficiado deve ter renda familiar baixa e possuir pouca escolaridade. Assim, o limite máximo de idade é de 64 anos e 11 meses, pois a partir dos 65 anos essas pessoas passam a receber o benefício da aposentadoria compulsória, equivalente a um salário mínimo. O novo programa substitui a um outro, o Recomeçar, que na prática já estava funcionando, mas apenas na Agência do Trabalhador de Curitiba.

?Agora, o programa será executado em todas as agências do Estado, em mais de 120 municípios?, informa Angela de Fátima Grande Carstens, coordenadora de Intermediação de Mão-de-Obra (CIM) da SETP.

Como o Recomeçar, que deixará de existir, o Maturidade surgiu da constatação de um índice no programa de Intermediação de Mão-de-Obra, que funciona nas Agências do Trabalhador levantando vagas no mercado de trabalho e encaminhando os candidatos. ?Apenas 10% das pessoas colocadas no mercado de trabalho no Paraná têm mais de 40 anos de idade?, revela o secretário do Trabalho, Padre Roque Zimmermann, disposto a ampliar o percentual com a prestação do novo serviço pelas Agências do Trabalhador.

O programa ainda está em fase de implantação, com o treinamento dos agentes operacionais, para que sejam multiplicadores das ações em busca de vagas no mercado de trabalho às pessoas com mais de 40 anos. ?Eles precisam convencer os empresários sobre vantagens de se contratar pessoas nessa faixa etária, destacando, por exemplo, valores como a responsabilidade e a experiência?, disse Padre Roque.

Segundo Angela Carstens, para a implantação do programa devem ser vencidas outras etapas, que vão desde a capacitação profissional também do trabalhador desempregado, com palestras e cursos, ?alem da busca de parceria com municípios e entidades sociais, e orientações sobre os demais programas da SETP para a geração de emprego e renda?, finalizou.