A representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Clarice Aparecida dos Santos, criticou hoje (24) o desenvolvimento das políticas brasileiras de educação no campo.

Os camponeses sempre foram tratados como atrasados e fracassados, afirmou Clarice, ao participar da primeira conferência do Fórum Mundial de Educação, que acontece até domingo (26) em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e que abordou o tema Educação, Cultura e Diversidade. "As políticas desenvolvidas no campo sempre receberam um olhar de inferioridade em relação às da cidade", disse ela.

Para Clarice, os problemas vividos pelo campo, como baixos índices de escolaridade e elevada evasão escolar não são dificuldades isoladas, mas fruto de problemas estruturais, como a necessidade de reforma agrária.

Segundo a representante do MST, o Brasil precisa "ultrapassar a fase dos programas educacionais para o campo" e enxergar a educação nacional como um direito também dos camponeses, que devem ser inseridos nas discussões e nas políticas educacionais brasileiras.