A presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet, assume amanhã (11) o governo com a promessa de realizar pelo menos 36 mudanças importantes na área social já nos 100 primeiros dias de sua gestão.

Ela pretende criar os ministérios de Segurança Pública e de Meio Ambiente, fazer mudanças no sistema de Previdência, iniciar um programa de reforma urbana em pelo menos 200 bairros carentes do Chile e estimular a contratação de jovens em risco social, financiando 50% do salário mínimo pago pelas empresas.

Na área de saúde, Bachelet promete criar 60 centros comunitários de atenção familiar em todo o país, aumentar o número de doenças cobertas pelo sistema público e garantir a atenção hospital a todos os maiores de 60 anos.

A socialista quer também, até o fim do primeiro semestre deste ano, instituir um código de boas práticas trabalhistas e não-discriminação a mulheres nos serviços públicos. Ainda entre as políticas voltadas para as mulheres, Bachelet pretende enviar um projeto de lei ao Congresso para garantir às trabalhadoras o direito a berçário onde possam deixar seus filhos.

A presidente eleita exigirá que todos os professores de inglês estudem durante seis meses em um país de língua inglesa, com financiamento estatal. Além disso, os mil melhores alunos formados por ano nas universidades chilenas poderão fazer cursos de pós-graduação no exterior.

Para aumentar a competitividade das empresas, Bachelet promete encaminhar ao Congresso um plano de simplificação tributária e um projeto de lei que aumente as penas para quem comete irregularidades econômicas, além de duplicar os recursos para a fiscalização dessas infrações.

A socialista quer ainda criar um Fundo para financiar os estudos e abertura de pequenas empresas para quem perdeu o emprego com mais de 40 anos de idade. Na área de educação, Bachelet pretende financiar a atenção pré-escolar para crianças de 0 a 3 anos das famílias que estejam entre os 40% mais pobres do país.

Ela promete também beneficiar 20 mil crianças, criando 800 novas salas de aula em todo o Chile. O plano de ações prevê também aumentar de 110 mil para 160 mil o número de jovens beneficiados por bolsas de custeio ao ensino superior. Com isso, a socialista assegura que irá atender os 60% estudantes universitários mais pobres.