A Siemens esclareceu que, em 2007, estabeleceu um sistema de compliance – mecanismo interno de obediência às leis – para “detectar, remediar e prevenir práticas ilícitas que porventura tenham sido executadas, estimuladas ou toleradas em qualquer lugar do mundo”. Segundo a companhia, “com base nesse princípio, quando a empresa encontra indícios de irregularidades, faz uma minuciosa investigação interna e leva proativamente o caso às autoridades competentes”.

A Siemens diz que compliance é “um compromisso sério e por isso a empresa não especula ou lança julgamentos sem que haja uma verificação justa e criteriosa, já que a ausência desses elementos pode levar a precipitações e injustiças contra pessoas e instituições”.

A empresa afirma que coopera integralmente com as autoridades. Em nota, a multinacional alemã refuta “quaisquer acusações que não sejam baseadas em provas validadas por órgãos oficiais competentes e que denigram a imagem, seja da empresa, de governos, partidos políticos, pessoas públicas ou privadas, ou qualquer integrante da sociedade”.

Sobre sua disposição em combater irregularidades, a Siemens diz: “Trata-se de um compromisso inegociável, que assumimos mundialmente, de eliminar tais condutas e que nos coloca na vanguarda da mudança que todos querem para a sociedade”.

“Infelizmente isso pode ser entendido de forma equivocada. Esse é o preço de um movimento transformador da sociedade”, observa a empresa. “Não se trata de um discurso vazio ou estratégia publicitária. É um compromisso sério, que não admite desvios. E não se refere somente ao presente e ao futuro, mas também ao passado, sem se eximir de investigar casos que tenham ocorrido em qualquer lugar do mundo.

A Siemens acredita que somente a concorrência leal e honesta pode assegurar um futuro sustentável para as empresas, os governos e a sociedade como um todo.”